Ser discípulo de Cristo exige fé, paciência e discernimento. Caminhamos recebendo toda sorte de informações e estímulos que nos deixam expostos a ciladas e distrações. Se manter no caminho é o desafio para o cristão atual.
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Como o conhecimento de Deus transforma o caráter
Jó certa vez declarou: “Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te veem os meus olhos” (Jó 42:5). Essas palavras revelam uma profunda verdade espiritual: o conhecimento de Deus que realmente transforma não é o meramente intelectual, acadêmico ou teológico, mas aquele que nasce da experiência pessoal, do encontro vivo com o Criador.
Quando Jó contemplou a grandeza de Deus — tanto nas obras da criação quanto nas manifestações do Seu amor — sua visão de si mesmo e do mundo foi completamente modificada. A percepção da magnificência divina, seja na imensidão do universo (Salmo 8:3-6), seja nas perguntas que Deus lhe fez para mostrar os limites do saber humano, despertou nele humildade, reverência e confiança. Essa visão espiritual é mais do que admirar a natureza; é reconhecer, em cada detalhe, o reflexo do caráter de um Deus sábio, poderoso e amoroso.
Contemplar a grandeza de Deus também nos leva a considerar a profundidade do Seu amor. Quando meditamos em verdades como “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16), somos tomados por um sentimento que mistura assombro e gratidão. Esse amor infinito nos constrange e nos eleva. Ele dissolve o orgulho, cura a sensação de insignificância e desperta em nós a dignidade de quem sabe que pertence à família de Deus: “Amados, agora somos filhos de Deus” (1 João 3:2).
O verdadeiro conhecimento de Deus transforma o caráter porque muda o centro da vida. Aquele que conhece a Deus deixa de buscar valor no reconhecimento humano, pois encontra seu valor em ser parte do Reino de um Deus tão vasto e glorioso. As dificuldades, as injustiças e a falta de aprovação social perdem o poder de abater quem tem consciência de que é filho do Criador do Universo.
Conhecer a Deus, portanto, não é acumular informações sobre Ele, mas viver em comunhão com Sua presença, sentir-se envolvido por Sua sabedoria e amor, e permitir que essa consciência guie cada decisão. É ter fé suficiente para ajustar o rumo da própria vida à Sua vontade. Por isso, Jesus afirmou: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).
Assim, o conhecimento de Deus não apenas ilumina a mente, mas transforma o coração. Ele nos faz humildes, confiantes, pacíficos e amorosos — reflexos vivos do caráter daquele que nos criou e nos chama para andar em Sua luz.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Liderança Pró-Ativa: Um Chamado para Fazer a Diferença
Liderar não é apenas ocupar um cargo, ter autoridade formal ou exercer poder sobre outros. Liderança verdadeira começa dentro de casa, dentro de si mesmo, na maneira como se escolhe viver e influenciar os que estão ao redor. Cada pessoa, independentemente de títulos ou posições, é chamada a exercer algum tipo de liderança — seja como pai ou mãe, irmão, amigo, cidadão ou servo de Cristo.
A liderança pró-ativa é mais do que reagir às circunstâncias; é agir com discernimento e propósito. Ela é sensível às necessidades alheias e atenta ao contexto em que está inserida. O líder pró-ativo observa antes de agir, discerne antes de decidir e se antecipa aos desafios antes que eles se tornem crises. Não é alguém que apenas mantém o “status quo”, mas que busca constantemente crescer, inovar e inspirar outros a fazerem o mesmo.
Esse tipo de liderança é servidora — e o maior exemplo disso é Jesus Cristo, que, embora fosse o Senhor de tudo, escolheu servir. Ele lavou os pés de Seus discípulos, curou os enfermos, acolheu os marginalizados e, por amor, deu Sua vida. Ele mostrou que a verdadeira grandeza está em servir. Como Ele mesmo disse:
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mateus 20:28)
Ellen G. White, uma autora cristã de profunda sabedoria, escreveu:
“A verdadeira grandeza não consiste em ser senhor, mas em ser servo fiel de Deus.” (Educação, p. 57).
Ser um líder pró-ativo é ter uma visão — saber onde quer chegar e inspirar outros a caminharem nessa direção. É não se conformar com o “mais do mesmo”, mas buscar diariamente um diferencial que reflita o caráter de Cristo. É ser previdente, discernindo os tempos e conduzindo com sabedoria os que estão sob sua influência.
O mundo precisa desesperadamente de pessoas assim — líderes de esperança, de caráter, de fé. Não daqueles que apenas “veem a banda passar”, mas daqueles que marcham com propósito, deixando pegadas que inspirem outros a seguirem o mesmo caminho.
Portanto, seja você esse líder.
Lidere sua casa com amor, sua fé com coragem, sua comunidade com exemplo. Não espere um título para exercer influência. Que sua vida seja uma mensagem viva de esperança e transformação — uma marca deixada não nas pedras, mas nos corações.
“O maior desejo do mundo é o de homens — homens que não se comprem nem se vendam, homens sinceros e honestos, que não temam chamar o pecado pelo nome exato, homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola ao polo.”
— Ellen G. White, Educação, p. 57
Nestes últimos dias em que estamos vivendo o mundo, a comunidade e a igreja precisam de bons líderes. Comece hoje sendo alguém que contribui, ajuda, agrega, traga ou ofereça algum beneficio, mesmo que seja algo considerado pequeno como uma palavra de ânimo, um ar de simpatia ou atitude que gere esperança. Com certeza fará alguma diferença.
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
O maior capital de Pedro
Em Atos 3:6, Pedro, diante de um homem coxo que pedia esmolas à porta do templo, proferiu palavras que ecoam até hoje como testemunho de um coração cheio do Espírito Santo: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!". Essa declaração revela mais do que uma ausência de bens materiais — revela o que Pedro verdadeiramente possuía: o poder de Deus, a unção do Espírito Santo, o maior capital que um homem pode ter.
Pedro, outrora impulsivo, vacilante e temeroso, tornou-se, após Pentecostes, um canal de cura, vida, e transformação. Isso só foi possível porque ele obedeceu à ordem de Jesus: "Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lucas 24:49). Essa espera não foi passiva. Foi uma busca ativa, marcada por oração, confissão, arrependimento e unidade. Foi ali que o Espírito veio — não como mera experiência emocional, mas como dynamis, poder para testemunhar, curar, perdoar, e transformar o mundo ao redor.
A Bíblia não sugere, mas ordena: "Enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18). Não é opcional para quem deseja viver como discípulo e apóstolo — um enviado. Ser cheio do Espírito é condição essencial para levar o evangelho não apenas com palavras, mas com vida. Com gestos, com atitudes. Com compaixão, fé, esperança, humildade e verdade. O verdadeiro evangelho é pregado quando o caráter de Cristo é visível nos atos cotidianos.
Pedro e os demais discípulos, ao receberem o Espírito, também receberam a cura de suas próprias falhas. Medo, disputas por posição, ressentimentos — tudo foi posto de lado em favor de uma unidade viva, que até hoje serve de referência para a Igreja. Esse Espírito criou um povo de corações ardentes, mãos abertas e pés dispostos a ir. A Igreja não nasceu forte por causa de estratégias ou estruturas, mas por estar cheia de Deus.
Nos dias de hoje, essa plenitude parece escassa. As igrejas crescem em número, mas muitas vezes carecem do poder que transforma. Precisamos com urgência da chuva serôdia, prometida em Joel 2:23 — o derramar final do Espírito sobre os que estiverem preparados. A chuva serôdia é comparada àquela que amadurece a colheita, que prepara os frutos para serem recolhidos. Ela traz renovação, coragem, discernimento e um amor ardente pelas almas. Ela é dada para a última grande obra de evangelização antes do retorno de Cristo.
Mas essa chuva não cairá sobre todos indiscriminadamente. O Espírito não é derramado sobre os que vivem para si mesmos, preocupados com status, reconhecimento, prazeres e conforto. Ele é dado àqueles que têm coração sincero, espírito reto, que vivem em harmonia com a Palavra. Gente que não busca posição, mas presença. Que não quer aplausos, mas a aprovação de Deus.
Pedro não tinha prata nem ouro. Mas tinha algo muito maior. Ele tinha o Espírito. E com isso, tinha tudo. Esse é o maior capital de um cristão. E está disponível a todo aquele que, como os discípulos, espera, busca, se consagra e se entrega.
"O que tenho, isso te dou..." — que essa também seja a nossa oração e a nossa oferta ao mundo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
terça-feira, 7 de outubro de 2025
O massacre silencioso de cristãos na Nigéria e a indiferença da mídia internacional
Enquanto os olhos do mundo se voltam para os conflitos em Gaza e na Ucrânia, um verdadeiro massacre silencioso acontece na Nigéria — e quase ninguém fala sobre isso. Em pleno século XXI, o país mais populoso da África vive uma onda de violência que tem dizimado comunidades inteiras de cristãos, muitas vezes com o total descaso das autoridades e a indiferença da mídia internacional.
Um genocídio pouco noticiado
De acordo com relatórios de organizações locais e internacionais de direitos humanos, mais de 7.000 cristãos foram assassinados na Nigéria apenas entre janeiro e agosto de 2025, além de cerca de 7.800 pessoas sequestradas nesse mesmo período. Isso representa uma média de mais de 30 cristãos mortos por dia — números que rivalizam com os de zonas de guerra oficialmente reconhecidas.
Entre 2009 e 2025, estima-se que cerca de 185.000 civis tenham sido mortos em incidentes com motivações religiosas ou étnico-religiosas. Desses, aproximadamente 125.000 eram cristãos, e outros 60.000 muçulmanos moderados que também foram vítimas do extremismo.
A tragédia não se resume às mortes. Mais de 19.000 igrejas foram destruídas, centenas de vilas cristãs desapareceram, e milhares de fiéis se encontram deslocados, vivendo em campos de refugiados dentro do próprio país.
As causas: radicalismo, negligência e impunidade
As origens desse horror são múltiplas, mas se cruzam em três eixos principais:
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Extremismo religioso – Grupos terroristas como o Boko Haram e o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) continuam promovendo ataques sistemáticos contra comunidades cristãs, com o objetivo declarado de “limpar” regiões do norte e centro da Nigéria da presença cristã.
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Conflitos entre pastores e agricultores – Disputas antigas por terras e recursos naturais foram intensificadas pelas mudanças climáticas e o avanço do deserto, tornando-se terreno fértil para o ódio étnico e religioso. Milícias de pastores Fulani, muitas vezes armadas e radicalizadas, têm atacado vilas cristãs com brutalidade crescente.
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Negligência estatal – O governo nigeriano tem sido amplamente criticado por sua falta de resposta eficaz. Em muitos casos, as forças de segurança não chegam a tempo — ou simplesmente não intervêm. Poucos agressores são presos, e as investigações raramente resultam em justiça.
Essa combinação explosiva de fanatismo e impunidade cria um ambiente onde matar cristãos se torna um crime sem consequência.
O silêncio ensurdecedor da mídia global
Talvez o aspecto mais chocante de toda essa tragédia seja o silêncio da mídia internacional. Enquanto guerras em regiões geopolíticas estratégicas recebem cobertura constante, o sofrimento de milhares de nigerianos passa despercebido. Quando noticiado, é frequentemente descrito como “conflito étnico” ou “disputa por terras”, evitando mencionar o caráter religioso da perseguição.
Essa diferença de tratamento revela um viés profundo: a vida de cristãos africanos parece ter menos valor jornalístico que a de civis em regiões de maior interesse político ou econômico. O resultado é um genocídio silencioso — invisível para grande parte do público global.
A responsabilidade do mundo
Ignorar essa crise é permitir que ela continue. O mundo precisa cobrar do governo nigeriano uma postura firme contra o extremismo e exigir que organismos internacionais atuem na proteção das minorias religiosas.
É preciso também que a imprensa internacional rompa o silêncio e reconheça que há, hoje, na Nigéria, uma das piores crises humanitárias e religiosas do planeta.
Conclusão
O que acontece na Nigéria não é apenas um conflito local — é uma catástrofe humana e moral. A cada semana, novas famílias cristãs são assassinadas, igrejas destruídas e comunidades inteiras apagadas do mapa. Tudo isso sob o olhar indiferente de um mundo distraído.
Dar visibilidade a essa realidade é o primeiro passo para quebrar o ciclo de silêncio, impunidade e esquecimento. O sangue derramado na Nigéria clama por justiça — e por voz.
Referências:
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CPAD News – “Nigéria registra cerca de 7.087 mortes de cristãos de janeiro a agosto de 2025”
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Diamante Online – “Perseguição religiosa já matou mais de 7 mil cristãos na Nigéria em 2025”
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National Catholic Register – “Nigeria’s Ethnic and Religious Violence”
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Financial Times – “Violence between farmers and herders deepens Nigeria’s divisions”
domingo, 5 de outubro de 2025
Saúde psicológica - qual é a sua perspectiva de vida?
A vida humana é, em grande parte, moldada pela forma como cada pessoa organiza suas dinâmicas interiores — os modos pelos quais define seus alvos, constrói seu sentido de bem-estar e busca realização. Essas dinâmicas podem ser vistas como “forças de orientação” que conduzem o indivíduo em direção ao que considera ser a sua plenitude. Entretanto, nem todas conduzem à paz interior; algumas, ao contrário, aprisionam em ciclos de insatisfação e fuga.
Há pessoas cuja dinâmica é a da busca constante. Vivem em movimento, impulsionadas pela sensação de que algo ainda falta: um novo objetivo, uma nova conquista, uma nova experiência capaz de preencher o vazio que persiste. Essa busca, embora mova a vida, pode tornar-se uma armadilha quando o horizonte de plenitude é sempre deslocado para além do presente. O “ainda não” torna-se um tormento, e a felicidade, um ponto inatingível.
Outros vivem presos ao passado. Suas decisões, emoções e até esperanças são filtradas pelas lentes de experiências que já não existem — feridas, culpas, idealizações ou nostalgias. Essa fixação impede o florescimento do presente e o acolhimento do novo. É como tentar caminhar olhando apenas para trás: inevitavelmente, tropeça-se no que está adiante.
Há também os que projetam-se demasiadamente no futuro. Vivem de expectativas, de planos que nunca se concretizam, e sofrem por antecipação. A mente está sempre um passo à frente do tempo real, e o presente se esvai sem que a alma o habite.
Por fim, há os que optam pela fuga — evitam responsabilidades, compromissos e realidades que a vida naturalmente impõe. Criam bolhas de negação, muitas vezes travestidas de liberdade, mas que escondem medo, imaturidade ou exaustão emocional.
Diante de tais dinâmicas, a postura mais saudável parece ser aquela que reconhece o valor do presente como espaço de equilíbrio entre memória, esperança e responsabilidade. O passado não deve aprisionar, mas instruir; o futuro não deve gerar ansiedade, mas inspirar; e o presente precisa ser vivido com atenção e propósito. É nele que o ser humano pode experimentar plenitude real — não como algo a ser alcançado, mas como algo que se revela quando a mente e o coração estão em harmonia com o agora.
Nesse contexto, a fé em Deus ocupa um lugar singular. Ela não se confunde com a busca desenfreada, nem se prende a um passado idealizado ou a um futuro ilusório. A fé autêntica é enraizada no presente, pois é no “hoje” que o homem encontra a presença divina. Quando a fé se torna um eixo de vida, ela reorganiza as crenças e emoções: o passado é perdoado, o futuro é entregue, e o presente é vivido com confiança. Assim, a fé age como um lenitivo para a alma, não por prometer fuga da realidade, mas por conferir-lhe sentido. Jesus afirmou: “Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã cuidará de si mesmo” (Mateus 6:34). A fé verdadeira reorganiza as crenças e emoções: o passado é perdoado, o futuro é entregue, e o presente é vivido com confiança.
A verdadeira plenitude, portanto, não está em conquistar tudo, mas em descansar na confiança de que tudo está nas mãos de Deus. A fé não elimina a busca, mas a orienta; não apaga o passado, mas o redime; não nega o futuro, mas o coloca sob a esperança. Quando a vida é organizada a partir dessa perspectiva, a dinâmica interior deixa de ser uma corrida e passa a ser uma jornada — serena, consciente e fecunda.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
Igreja Católica pode reconhecer um Playstation como relíquia
O interesse pelos objetos pessoais de Carlo Acutis vêm
aumentando desde sua canonização no dia 7 de setembro.
Acutis é conhecido como o primeiro santo milenial, o que traz à
tona uma questão inusitada.
Seu PlayStation, ou ao menos o controle usado por ele, poderia ser
considerado uma relíquia oficial?
Para responder à questão é preciso entender o que é uma relíquia
para a Igreja Católica e quais são as classificações que
elas podem ter.
Quais são os tipos de relíquias existentes?
Na fé católica, qualquer um que morre em estado de comunhão e
amizade com Deus pode ser considerado santo.
A Igreja reconhece oficialmente que uma pessoa está no céu após
investigar ao menos dois milagres atribuídos à intercessão dessas pessoas.
Relíquias são restos mortais de um santo ou
objetos que pertenceram a ele. Para a Igreja, venerar relíquias ajuda os
fiéis a aproximar-se de Deus pelo exemplo e intercessão.
Elas podem ser classificadas em três categorias diferentes:
- primeira classe: partes do corpo do santo,
como ossos, cabelo e sangue;
- segunda classe: objetos de uso pessoal do
santo ou que tiveram contato com seu corpo, como vestimentas, terços,
utensílios e livros;
- terceira classe: objetos dos fiéis que
tocaram o túmulo do santo ou relíquias nas outras classes.
Afinal, o videogame de Acutis pode ser considerado uma relíquia?
É nesse contexto que muitos estão questionando se o playstation
de São Carlo Acutis poderia ser considerado uma relíquia de segundo grau.
Ele ganhou um PlayStation aos 8 anos, embora limitasse o uso a apenas uma
hora por semana. Tanto o console, quanto os controles seguem em posse da família Acutis.
Até o momento não se sabe se a Santa Sé considera a possibilidade, caso
o videogame seja aceito será a primeira relíquia do tipo na história.
Fonte: BrasilParalelo
Nota. A questão da instituição de santos intercessores estabelecidos pela igreja de Roma contradiz frontalmente o ministério intercessório do Senhor Jesus Cristo, como foi bem comentado na postagem anterior. Milagres, sinais ou prodígios que supostamente dão respaldo à atitude tomada por parte do clero são na realidade enganos malignos usados para confundir e desviar as pessoas da verdade. Um estratagema que vem ocorrendo no decorrer da história e tem se intensificado no tempo do fim.
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Jesus ascendeu ao céu para ser nosso sumo sacerdote
Quando Jesus ressuscitou e ascendeu ao céu, Sua missão não terminou. Pelo contrário, iniciou-se uma fase essencial da obra da salvação: o ministério sacerdotal de Cristo no Santuário Celestial. A Bíblia afirma claramente que Ele não voltou ao céu para descansar, mas para cumprir uma função especial em favor da humanidade, intercedendo por aqueles que confiam em Seu sacrifício.
O apóstolo Pedro declarou:
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (Atos 3:19).
Aqui vemos que o perdão e o apagamento dos pecados não são apenas um ato momentâneo no Calvário, mas um processo contínuo ligado ao ministério de Cristo no céu. Se há o “apagamento” dos pecados, é porque existe uma obra mediadora em curso, na qual Jesus, como sumo sacerdote, aplica os méritos de Seu sangue aos que se arrependem.
O livro de Hebreus aprofunda esse tema:
-
“Temos um grande sumo sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, o Filho de Deus” (Hebreus 4:14).
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“Cristo entrou... no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hebreus 9:24).
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“Ele vive sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Esses textos mostram que o Santuário Celestial é o ambiente real onde Jesus ministra atualmente. O tabernáculo terrestre, construído nos dias de Moisés, era apenas uma figura do verdadeiro. Agora, no céu, Cristo executa a obra final da redenção, apresentando diante do Pai Seu sacrifício perfeito e assegurando perdão, vitória e esperança para Seu povo.
Entretanto, o inimigo de Deus sempre tentou obscurecer esta verdade. Ao longo da história, especialmente a partir da formação do sistema religioso centralizado em Roma, surgiram inúmeros falsos intercessores: santos mortos invocados, Maria colocada como “mediadora” e sacerdotes humanos apresentados como canais necessários para chegar a Deus. Tudo isso desviou os olhos de milhões de pessoas do verdadeiro ministério de Cristo.
A Escritura, porém, é clara:
“Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Timóteo 2:5).
Esse ensino evidencia a estratégia do maligno: substituir o sacerdócio celestial de Cristo por imitações humanas que escravizam a fé. Assim, a mensagem do Santuário Celestial torna-se fundamental para restaurar a confiança no único Intercessor verdadeiro.
Portanto, compreender que Jesus ascendeu ao céu como nosso sumo sacerdote é reconhecer que hoje Ele está ativo, trabalhando em favor de Seus filhos. Ele não está em repouso, mas em plena obra de amor, intercedendo, perdoando e preparando-nos para a vida eterna. Ao fixarmos nossos olhos no Santuário Celestial, lembramos que nossa salvação está segura em Cristo, e que nenhuma tradição humana pode substituir o poder de Sua mediação.






