Mostrando postagens com marcador Saúde da Alma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde da Alma. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de junho de 2026

Dopamina Barata: O Preço Oculto da Gratificação Instantânea

 


Vivemos em uma época marcada pela busca incessante por estímulos rápidos e prazeres imediatos. Nunca foi tão fácil acessar entretenimento, distrações e sensações agradáveis com apenas alguns toques na tela de um celular. Nesse contexto, surge aquilo que muitos especialistas têm chamado de “dopamina barata”: uma série de atividades capazes de proporcionar recompensas instantâneas ao cérebro, mas que frequentemente deixam um vazio cada vez maior após o seu consumo.

Redes sociais, vídeos curtos, jogos excessivos, apostas, pornografia e outras formas de entretenimento compulsivo alimentam um ciclo constante de estímulo e recompensa. O problema está no fato de que elas podem se tornar substitutos de experiências mais profundas, exigentes e significativas. O cérebro acostuma-se a receber recompensas rápidas, tornando mais difícil encontrar satisfação em atividades que exigem esforço, disciplina e perseverança.

O tédio, que durante séculos foi um convite à reflexão, à criatividade e ao desenvolvimento pessoal, passou a ser visto como um inimigo a ser combatido a qualquer custo. Sempre que surge um momento de silêncio, muitas pessoas sentem a necessidade imediata de preenchê-lo com algum estímulo. Entretanto, a incapacidade de lidar com o tédio pode empobrecer a vida interior. Grandes ideias, projetos e descobertas frequentemente nasceram em momentos de contemplação e quietude.

Entre os fenômenos mais preocupantes está a disseminação da pornografia, especialmente entre os mais jovens. A indústria pornográfica explora mecanismos cerebrais relacionados ao prazer e à recompensa de maneira intensa, criando padrões de consumo que podem gerar dependência, distorcer relacionamentos, enfraquecer vínculos afetivos reais e comprometer a percepção da sexualidade conforme os propósitos elevados estabelecidos por Deus. O que inicialmente parece uma fonte de prazer pode transformar-se em escravidão emocional e espiritual.

A geração atual cresce cerada por dispositivos e algoritmos projetados para capturar atenção. Muitas empresas investem bilhões para manter usuários cocnectados o maior tempo possível. O resultado é uma disputa silenciosa pela mente humana. Jovens em fase de formação de identidade tornam-se particularmente vulneráveis a hábitos que moldam seu caráter e influenciam sua capacidade de concentração, autocontrole e resiliência.

Diante desse cenário, torna-se ainda mais importante o cultivo de práticas saudáveis. A leitura, o estudo, a atividade física, o convívio familiar, o serviço ao próximo, o contato com a natureza, a música edificante, o trabalho diligente e o desenvolvimento de habilidades úteis oferecem uma satisfação diferente: menos intensa no primeiro momento, mas muito mais profunda e duradoura. São atividades que fortalecem a mente em vez de apenas entretê-la.

A Palavra de Deus apresenta princípios que continuam extraordinariamente atuais. O apóstolo Paulo aconselha: “Tudo me é lícito, mas nem tudo convém; tudo me é lícito, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12). A questão fundamental não é apenas o que produz prazer, mas aquilo que exerce domínio sobre a vontade. A verdadeira liberdade não consiste em satisfazer todos os impulsos, mas em possuir domínio próprio para escolher aquilo que é bom.

O desenvolvimento de um caráter equilibrado exige disciplina e propósito. Não se constrói uma personalidade sólida por meio de impulsos momentâneos, mas através de escolhas repetidas ao longo do tempo. Hábitos moldam pensamentos; pensamentos influenciam ações; ações repetidas formam o caráter. Por isso, uma rotina bem ajustada não é um fardo, mas uma ferramenta para a construção de uma vida saudável. Horários equilibrados para trabalho, descanso, exercício físico, convivência social e devoção pessoal contribuem para uma existência mais estável e significativa.

Outro aspecto importante é compreender que não fomos criados para experimentar felicidade permanente e ininterrupta. A cultura contemporânea frequentemente vende a ideia de que a felicidade constante é um direito e uma meta alcançável através do consumo. Se alguém se sente triste, frustrado ou insatisfeito, logo surgem produtos, experiências ou conteúdos prometendo restaurar uma sensação imediata de prazer.

Entretanto, a realidade humana é mais complexa. A vida é composta de alegrias e tristezas, conquistas e perdas, certezas e dúvidas. Até mesmo homens e mulheres de fé experimentaram momentos de angústia. Os salmos revelam essa dinâmica com grande honestidade. A maturidade emocional não consiste em nunca sofrer, mas em aprender a atravessar os períodos difíceis sem perder a esperança.

A felicidade verdadeira está mais relacionada ao significado do que à intensidade das emoções. Uma pessoa pode não estar constantemente eufórica, mas pode viver em paz porque sabe quem é, em que acredita e para onde está caminhando. A alegria cristã não depende exclusivamente das circunstâncias; ela está ancorada na confiança em Deus, na consciência de Seu amor e na certeza de Seus propósitos.

Por isso, diante da epidemia de gratificação instantânea que caracteriza o nosso tempo, o desafio não é simplesmente rejeitar a tecnologia ou os prazeres legítimos da vida, mas aprender a colocá-los em seu devido lugar. O caminho da sabedoria continua sendo o cultivo de hábitos saudáveis, o fortalecimento do caráter, o exercício do domínio próprio e a busca sincera de Deus.

Em uma cultura que promete felicidade instantânea, a Bíblia nos convida a algo maior: uma vida de propósito, crescimento e comunhão com o Criador. E embora esse caminho exija esforço, paciência e perseverança, suas recompensas são muito mais profundas do que qualquer prazer passageiro oferecido pela dopamina barata. Afinal, aquilo que edifica a alma raramente é instantâneo, mas seus frutos permanecem por toda a vida.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Enoque: o homem que andou com Deus

 


Entre os personagens mais fascinantes das Escrituras está Enoque. A Bíblia registra poucos detalhes sobre sua vida, mas uma declaração simples tornou seu nome eterno: “Enoque andou com Deus”. Em um mundo que se afastava rapidamente do Criador, ele escolheu viver em íntima comunhão com o Céu. Sua história atravessa os séculos como um testemunho de que é possível viver perto de Deus mesmo em tempos de profunda corrupção espiritual.

O relato bíblico em Gênesis 5 afirma que, depois do nascimento de seu filho Matusalém, Enoque andou com Deus por trezentos anos. Não se tratava apenas de uma religião formal ou de momentos ocasionais de devoção. Andar com Deus significava viver diariamente consciente da presença divina, colocando a vontade do Senhor acima de seus próprios desejos. Era uma experiência contínua de fé, obediência e comunhão.

Ellen G. White descreve Enoque como alguém que fazia de Deus seu companheiro constante. Em seus escritos, ela afirma que Enoque mantinha os pensamentos voltados para as coisas eternas e cultivava uma vida intensa de oração e meditação. Mesmo vivendo entre pessoas violentas e corrompidas, ele preservava a mente ligada ao Céu. Sua comunhão não era superficial; era o centro de sua existência.

Segundo Ellen White, Enoque frequentemente buscava momentos de solitude para estar a sós com Deus. Em meio à natureza, longe da agitação humana, ele abria o coração ao Senhor e contemplava as realidades celestiais. Contudo, não vivia isolado da sociedade. Após esses períodos de comunhão, retornava ao povo para ensinar, advertir e testemunhar sobre a justiça divina. Sua vida equilibrava contemplação e missão.

"No mundo em que vivia, sua comunhão com Deus era tão íntima, tão constante, que o Senhor o tomou para Si. Ele andou com Deus no meio das preocupações e labutas da vida, testificando que o homem pode, mesmo no presente estado pecaminoso, viver de modo a agradar a Deus" (Patriarcas e Profetas, p. 85).

Talvez uma das características mais marcantes de Enoque tenha sido sua fidelidade em um tempo de decadência moral. O mundo antediluviano estava se tornando cada vez mais rebelde, dominado pela violência e pela impiedade. Ainda assim, Enoque permaneceu firme. Ele não permitiu que a corrupção ao seu redor moldasse sua vida espiritual. Pelo contrário, quanto mais as trevas aumentavam, mais intensa parecia ser sua ligação com Deus.

A Bíblia também apresenta Enoque como profeta. Em Judas 14 e 15, encontramos suas palavras anunciando o juízo de Deus sobre os ímpios e a futura vinda do Senhor com Seus santos. Isso revela que Enoque não vivia apenas olhando para a realidade presente; sua esperança estava firmada nas promessas eternas. Ele contemplava pela fé acontecimentos muito além de sua geração.

O ponto culminante de sua vida foi sua trasladação. As Escrituras dizem que “não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou”. Enoque não experimentou a morte. Sua comunhão com Deus foi tão profunda que o Senhor o levou vivo para o Céu. Para Ellen White, essa experiência representa o que acontecerá com o povo fiel que estiver vivo na volta de Cristo: homens e mulheres que aprenderam a andar diariamente com Deus e cuja vida refletirá essa amizade celestial.

A história de Enoque continua extremamente atual. Em uma época marcada pela distração, superficialidade espiritual e distanciamento de Deus, sua vida relembra que a verdadeira fé não consiste apenas em professar crenças, mas em caminhar diariamente na presença do Senhor. Andar com Deus significa cultivar comunhão constante, buscar pureza de coração, permanecer fiel em meio ao mal e viver com os olhos voltados para a eternidade. Enoque não se tornou extraordinário por possuir poder humano, mas porque escolheu viver todos os dias perto de Deus.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

A ciência da felicidade


 

Ao longo da história, a busca pela felicidade tem sido um farol que guia pensamentos, escolhas e sistemas de crenças. Há uma reflexão que atravessa tempos: desde os filósofos do passado até a visão cristã da graça e do propósito, chegando à compreensão contemporânea de felicidade centrada em sensações. Ao confrontar essas perspectivas, surge uma leitura integrada sobre o que é bem-estar, o que perdura e o que se transforma na vida humana.

No estoicismo, a felicidade não depende de coisas externas, mas da forma como reagimos a elas. Marco Aurélio lembra que “a felicidade repousa na vida conforme a natureza e na ordem da nossa vontade”, ou seja, na nossa aceitação serena do que está sob nosso controle. Os estoicos ensinam a alinhar desejos com a razão, a reconhecer limites e a cultivar uma tranquilidade que não se improvisa, mas se pratica. Assim, a qualidade da vida mental uma coerência entre valores, ações e percepção do mundo é o verdadeiro bem, não a acumulação de prazeres transitórios. Práticas como gratidão, autocontrole, reflexão ética e a busca de um propósito estável ajudam a sustentar essa paz interior mesmo diante de adversidades.

A tradição cristã acrescenta uma dimensão transcendente à ideia de felicidade. Para muitos teólogos, a alegria verdadeira nasce da graça, um dom que ultrapassa o mérito humano e se enraíza numa relação vibrante com o divino. A alegria cristã não se reduz ao prazer sensorial; é uma plenitude que floresce na esperança, no amor ao próximo e na comunhão com Deus. O sentido da vida, nesse horizonte, está ligado à virtude caridade, humildade, paciência e perdão e à missão que transforma escolhas, relacionamentos e a realidade social. A graça, nessa leitura, não é apenas consolo, mas força para viver com integridade em um mundo que pede justiça, cuidado com a criação e serviço ao próximo. Práticas como oração, contemplação, serviço ao próximo e compromisso com a justiça social aparecem como vias para que a alegria se manifeste como consequência de fidelidade a um propósito maior do que o prazer imediato.

Já a visão contemporânea encena a felicidade como gozo de sensações, um bem-estar subjetivo alicerçado em prazer, satisfação e realização de metas. A psicologia positiva aponta para fatores como vínculos sociais, significado, curiosidade e competência como motores de bem-estar. No entanto, essa orientação pode favorecer um hedonismo que, quando mal orientado, se transforma em busca interminável de estímulos. O risco é confundir felicidade com dopamina momentânea, ter uma ética que oscila conforme o humor e deixar de lado virtudes, responsabilidade social e cuidado com o próximo. Ainda assim, a abordagem atual oferece ferramentas valiosas: autoconhecimento, resiliência, autonomia e hábitos saudáveis que promovem bem-estar. O desafio é integrar esse campo com dimensões morais e espirituais, para que a alegria não seja apenas sensação, mas uma qualidade profunda de vida.

Ao confrontar essas perspectivas, revelam-se três pilares que podem caminhar juntos. Primeiro, o valor: a felicidade ajuda a perceber o que é realmente valioso, seja pela firmeza da virtude estoica, pela graça que transforma a vida ou pela clareza de propósito que fundamenta o bem-estar contemporâneo. Segundo, a moral: buscar prazer sem responsabilidade pode colocar a ética em segundo plano; cultivar virtudes, inspiradas pela graça ou pela razão, orienta decisões em momentos de tentação, pressão ou lucro rápido. Terceiro, a espiritualidade: a felicidade não precisa existir apenas como experiência racional ou religiosa; mesmo em contextos pluralistas, a busca por significado seja por meio da fé, da filosofia ou de práticas de cuidado comunitário sustenta uma vida com propósito. Assim, a integração entre sensações saudáveis e dimensões transcendentais pode enriquecer tanto a prática diária quanto a profundidade moral.

Para um amadurecimento salutar proponho um caminho de prática diária que harmonize prazer e propósito: atenção plena para reconhecer sensações sem ser dominado por elas, envolvimento em atividades com significado aprender, criar, servir que promovem alegria estável, cultivo de virtudes universais como gentileza, honestidade e responsabilidade, e uma espiritualidade que se manifeste em ações concretas de cuidado, justiça e compaixão. A ideia não é renunciar ao prazer, mas ampliar o horizonte: felicidade é uma experiência que se sustenta quando é integrada a uma vida ética, uma comunhão que atravessa fronteiras entre filosofia, fé e ciência.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Controle sua Dopamina - ela pode estar "Roubando" sua Vida!


 

Você já teve a sensação de que sabe exatamente o que precisa fazer: ler um livro, treinar ou focar em um projeto; mas, na hora de agir, seu cérebro parece "travar"? Esse fenômeno não é apenas procrastinação; é um sequestro biológico causado pela abundância dopaminérgica. O mundo moderno foi desenhado para "hackear" nosso sistema de recompensa.

O Mecanismo Biológico: A Balança Prazer-Dor

A dopamina não é o neurotransmissor do prazer em si, mas sim o da antecipação e busca. Segundo a Dra. Anna Lembke, psiquiatra da Universidade de Stanford e autora de Nação Dopamina (uma das fontes centrais desta discussão), nosso cérebro funciona como uma balança.

 Existe um principio chamado Princípio do Processo Oponente (opponent-process theory), o qual indica que um estímulo intenso gera uma reação. O cérebro, para manter estabilidade (homeostase), gera uma resposta oposta compensatória. 

Exemplos clássicos:

  • Drogas → euforia → depois ansiedade / disforia

  • Açúcar → pico → queda

  • Estímulos digitais → excitação → apatia / tédio

 Quando buscamos estímulos rápidos — como o scroll infinito das redes sociais ou vídeos curtos — jogamos um peso enorme no lado do prazer. É por isso que, após um longo período de estímulo digital, você não se sente relaxado, mas sim ansioso, irritado e com um profundo sentimento de vazio.

O Impacto na Vida Espiritual e Interior

A espiritualidade e a saúde mental dependem da nossa capacidade de introspecção. No entanto, o excesso de estímulos artificiais destrói o "espaço sagrado" do silêncio.

  • A Fuga do Eu: Quando a balança pende para o lado da dor (o downside dopaminérgico), sentimos um desconforto existencial. Em vez de processarmos esse sentimento, recorremos a mais dopamina barata para "anestesiar" a dor.

  • Perda de Presença: Como aponta o neurocientista Andrew Huberman, a dopamina foca o nosso olhar no "lá e então" (o próximo vídeo, a próxima curtida), impedindo-nos de vivenciar o "aqui e agora", essencial para a oração, meditação e conexão espiritual.

A Erosão das Relações e dos Bons Hábitos

O vício em recompensas instantâneas cria o que se chama de dessensibilização dos receptores. Atividades que exigem esforço e oferecem recompensa tardia começam a parecer insuportáveis:

  • Relações Reais: Exigem presença, escuta e vulnerabilidade — processos lentos que liberam oxitocina. Perto da descarga elétrica de um vídeo viral, a interação humana parece "tediosa".

  • Exercícios e Leitura: São fontes de dopamina de base estável. Ao contrário da dopamina digital, elas fortalecem a resiliência. Porém, para um cérebro viciado, a "fricção" para iniciar essas tarefas torna-se uma barreira quase intransponível.

O Caminho de Volta: O Protocolo de Desintoxicação

O objetivo de um "detox" não é eliminar a dopamina, mas sim recalibrar o nível de base. O protocolo sugerido envolve períodos de abstinência de estímulos "hiper-reais" (como telas e alimentos ultraprocessados) por 7 a 14 dias.

Ao permitir que a "balança" se estabilize, você recupera a capacidade de sentir prazer no comum: no sabor da comida simples, na profundidade de uma conversa e na paz do silêncio.


Fontes de Referência:

  • Cooke, Pedro. O Protocolo Completo de Desintoxicação de Dopamina. YouTube, 2026.

  • Lembke, Anna. Nação Dopamina: Encontre o equilíbrio na era da indulgência. Rio de Janeiro: Vestígio, 2021.

  • Huberman, Andrew. Controlling Your Dopamine For Motivation, Focus & Satisfaction. Huberman Lab Podcast.

  • Sepah, Cameron. The Dopamine Fast 2.0. (Conceito original de jejum de estímulos).





terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Como superar a fadiga Emocional e Espiritual?

 

Quando o cansaço ou fadiga emocional e espiritual se instala, a vida parece perder cor, sentido e leveza. A mente fica sobrecarregada, o coração pesado e até aquilo que antes trazia alegria passa a exigir esforço. Nesses momentos, é importante lembrar que esse tipo de exaustão não é sinal de fraqueza, mas um alerta interior de que algo precisa de cuidado, pausa e realinhamento.

O primeiro passo para obter alívio é reconhecer o próprio estado sem culpa ou negação. Admitir que se está cansado emocional e espiritualmente é um ato de coragem. Muitas pessoas tentam continuar funcionando no “piloto automático”, ignorando os sinais internos, o que apenas aprofunda o esgotamento. Aceitar a necessidade de parar, ainda que brevemente, é essencial para iniciar a cura.

Em seguida, é fundamental reduzir o excesso de cargas. Isso inclui compromissos, expectativas externas e, principalmente, a autocrítica constante. Nem tudo precisa ser resolvido agora. Aprender a dizer “não”, estabelecer limites saudáveis e permitir-se descansar são atitudes que protegem a saúde emocional e espiritual. O descanso não é perda de tempo; é restauração.

No campo emocional, expressar o que se sente traz grande alívio. Conversar com alguém de confiança, escrever sobre as próprias dores ou buscar apoio profissional pode ajudar a organizar pensamentos e emoções que estão confusos ou reprimidos. Emoções não expressas tendem a se transformar em peso interno.

Espiritualmente, o caminho da cura passa por retomar a conexão com o que dá sentido à vida. Recorrer à oração, meditação, leitura de textos espirituais, como a Bíblia, ou momentos de silêncio. Também pode ser salutar o contato com a natureza, a prática da gratidão ou a reflexão sobre valores profundos. O importante não é o ritual em si, mas a sinceridade do encontro interior.

Também é necessário abandonar a ideia de perfeição espiritual desconectada da graça de Jesus. Muitas pessoas sofrem porque acreditam que deveriam estar sempre fortes, confiantes e cheias de fé. No entanto, o crescimento espiritual verdadeiro inclui fases de silêncio, dúvidas e fragilidade. Essas fases não são retrocesso, mas oportunidades de amadurecimento e aprofundamento.

Pequenos hábitos diários fazem grande diferença: cuidar do corpo, dormir adequadamente, alimentar-se melhor, respirar com atenção, caminhar sem pressa. O emocional e o espiritual não estão separados do físico; eles se influenciam mutuamente. Um corpo exausto dificulta qualquer processo de cura interior.

Por fim, é importante lembrar que a cura é um processo, não um evento imediato. Alívio pode vir aos poucos, em pequenos sinais: um pensamento mais leve, um momento de paz, uma esperança discreta que retorna. Respeitar o próprio ritmo, cultivar a paciência consigo mesmo e confiar que o descanso e a reconexão produzirão frutos é parte essencial do caminho.

Cuidar do cansaço emocional e espiritual é, acima de tudo, um ato de amor próprio. É permitir-se ser humano, incompleto, em processo — e ainda assim digno de cuidado, acolhimento e renovação.




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Há mais de 350 milhões de depressivos pelo mundo



De acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. No decorrer de um ano, 5% da população mundial sofre com a doença.
O chamado “fenômeno global” ocorre com ambos os sexos, em populações pobres e ricas. Nenhuma região está livre da condição.
Segundo o Dr. Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substância da OMS, 50% mais mulheres sofrem com os sintomas do que homens. A depressão pós-parto afeta uma em cada cinco mães e uma em cada 10 jovens mães do mundo desenvolvido.

Depressão x suicídio

A ONU alerta que a depressão é muito mais do que apenas “um sentimento triste”. Segundo a organização, um “sentimento de tristeza sustentado por duas semanas ou mais”, que interfere com o “trabalho, escola ou em casa” pode levar ao suicídio.
Depressão e suicídio têm o que os especialistas consideram uma “correlação muito clara”. Claro que nem todo suicida é depressivo. Porém, quase um milhão de pessoas tiram suas vidas a cada ano, e mais da metade delas têm depressão.
“A depressão existe há séculos. A má notícia é que nós não estamos fazendo nada sobre isso”, disse Saxena.
O especialista acredita que a vergonha associada a ter a doença significa que menos de metade das pessoas com depressão recebe os cuidados de que precisa: o número [de pessoas tratadas] caiu para menos de 10% em alguns países.
De acordo com Saxena, os profissionais de saúde precisam se esforçar mais para identificar os sinais de depressão em pessoas que se queixam de outros sintomas, particularmente crianças a partir dos 12 e jovens adultos, que ninguém espera que tenha a doença.
Ele também sugere que uma das melhores formas de tratar a depressão é falar abertamente sobre ela. Remédio não é o único tratamento para a condição. “Não deve ser tomado como certo que depressão significa tomar pílulas”, disse Saxena.

Terapia online

Pesquisadores da Universidade de New South, em Sydney, na Austrália, provaram que pacientes depressivos que participam de um programa online (terapia via internet) têm taxas de recuperação tão eficazes quanto os que participam de terapias presenciais.
A terapia online é baseada em terapias convencionais e acompanhada por profissionais da saúde. Ela pode ser muito interessante por dois motivos: primeiro porque a internet ajuda os pacientes a superarem algumas das barreiras que os impedem de procurar tratamento, como o estigma associado a procurar um psicólogo ou psiquiatra; depois, porque estudos mostram que esse tipo de terapia é mais barata, prática, conveniente, e tem o potencial de democratizar o tratamento contra a depressão em países menos ricos.
Aliás, um novo estudo da mesma equipe de cientistas mostrou que a terapia cognitiva comportamental via internet tem o poder de reduzir dramaticamente não só a depressão,mas também os pensamentos suicidas em pacientes.
Antes do curso online, metade das pessoas que preenchiam os critérios para depressão [pessoas consideradas depressivas] pensava que estaria melhor morta. Quando elas concluíram o curso, metade de todos os pacientes deixou de preencher os critérios para a depressão, e metade das pessoas que antes preferiam estar mortas já não pensavam mais dessa forma.
Apesar disso, muitos países (como o Brasil) ainda não disponibilizam terapias médicas via internet, o que é uma pena, pois muitos passam a vida sem tratamento eficaz para a condição. Estima-se que pelo menos dez milhões de brasileiros ou 18% da população sofram de depressão, mas o número pode ser bem maior, já que muitos nem sabem que têm a doença (e consequentemente não a tratam).[FotoG1CMMedicalXpress]
Fonte: hypescience
Nota. A depressão está sendo chamada de fenômeno global. Justamente numa época em que a sofisticação e o conforto estão ao alcance de uma parcela maior da população. Isto indica que o problema maior do ser humano é concernente às suas necessidades espirituais, que na presente época está sendo negligenciada por "n" fatores.

terça-feira, 17 de abril de 2012

7 razões para sorrir

1.    Sorrir é um convite à aproximação.
2.    Massageia os músculos abdominais e os órgãos internos.
3.    É um bom exercício. Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford, rir 100 vezes ao dia equivale a 10 minutos remando; uma tarde de risadas fortes pode até substituir 400 metros de natação, 20 minutos de corrida ou quatro valiuns como calmante. (Faça o teste)
4.    Massageia os músculos da face, descansando a pele e tornando-a mais bonita. Sorrir não provoca rugas.
5.    Ajuda a solucionar problemas.
6.    Alivia a tensão e a dor de cabeça.
7.    Quebra barreiras e afasta a antipatia.

fonte: NovoTempo

sexta-feira, 16 de março de 2012

A saúde mental pelos pensamentos

O pensamento é diferente do sentimento. “Hoje é terça-feira.”, “O carro é azul.”, “Isto é uma flor de jasmim.”, são exemplos de pensamentos. “Estou com muita raiva daquela pessoa!”, “Sinto-me deprimida hoje.”, “Vibro com minha aprovação no concurso!”, são exemplos de expressão de sentimentos. Pensamento expressa uma ideia. Sentimento expressa uma emoção. Exemplos de sentimentos são: raiva, tristeza, vergonha, alegria, medo, afeto, etc.

Muitas pessoas não sabem que podem modificar o padrão negativo de pensar. Creem que aquele seu jeito de pensar é o único que podem ter. A verdade é que podemos desenvolver um modo melhor de pensar, com mais conteúdos saudáveis embutidos em nossos pensamentos. Também é verdade que não é fácil mudar a corrente dos pensamentos, porque habituamo-nos a tê-los num sentido (pessimista ou otimista, negativo ou positivo, sem esperança ou com ela, etc.) ao longo da vida. É importante compreender que muito do que sentimos depende do que pensamos, da nossa maneira de pensar e do que mais pensamos. Em parte nos tornamos aquilo em que mais pensamos.

Continue lendo - aqui

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Jejum pode ajudar a proteger cérebro

Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos. “Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar essa proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser [melhor não comer “o quanto quiser”, mas o suficiente]”, disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver. Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados. Esses ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente. Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes. Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao estresse, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.

Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma. “A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade”, disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

(G1Notícias)

domingo, 4 de setembro de 2011

7 dicas para vencer a depressão

Eis aí algumas dicas para manter o bom humor e o positivismo necessário à uma vida equilibrada e psicologicamente saudável.

1) Evite o quanto possível, ser crítico e queixoso, não só em relação aos outros ou das circunstâncias que estão à nossa volta, mas em relação ao que pensamos de nós e da nossa condição.

2) Ser descontraído, espontâneo, deixar aquela tensão que insiste em nos acompanhar mesmo quando não há uma razão plausível para tanto.

3) Procure estar de bem com a vida em qualquer situação. Lembre-se que precisamos proteger o ego de sentimentos vis, deprimentes e constrangedores. Recomponha sua auto-estima sempre.

4) Não analise  as coisas só pela ótica do pessimismo. Pessimismo é a via das possibilidades negativas. Mas nem tudo transita por esta via. Procure analisar as questões de forma mais racional.

5) Busque diariamente fazer algo que lhe dá prazer. Como por exemplo: andar de bicicleta, praticar um esporte, manter um relacionamento social, etc...

6) Tenha metas e objetivos na vida. Quando a pessoa se sente ociosa e sem algo para trabalhar em prol, geralmente vem pensamentos de desânimo e apatia que são um pré-estágio para a depressão e o mal humor.

7) Esteja de bem com Deus mantendo um tempo devocional diariamente.

Estas dicas são resultado de minhas pesquisas e reflexões.
Aguinaldo C. da Silva