Ser discípulo de Cristo exige fé, paciência e discernimento. Caminhamos recebendo toda sorte de informações e estímulos que nos deixam expostos a ciladas e distrações. Se manter no caminho é o desafio para o cristão atual.
terça-feira, 21 de abril de 2026
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Caminhada diária mais longa é melhor para o coração
Uma caminhada mais longa por dia é melhor para o seu coração do que muitas caminhadas curtas, especialmente se você não se exercita muito, de acordo com uma nova pesquisa publicada no Annals of Internal Medicine .
Caminhar por pelo menos 15 minutos sem parar é o ideal, diz o estudo. São cerca de 1.500 passos seguidos, o que proporciona um bom exercício ao seu coração.
Muitas pessoas têm como meta dar 10.000 passos por dia, mas esse número veio de uma propaganda de pedômetro japonês — não de ciência. Ainda assim, especialistas concordam que mais passos geralmente são melhores para a saúde.
O estudo analisou 33.560 adultos com idades entre 40 e 79 anos no Reino Unido que caminharam menos de 8.000 passos por dia.
Eles foram agrupados pela duração de suas caminhadas (medidas com um contador de passos ao longo de uma semana):
- menos de 5 minutos (43%)
- 5 a 10 minutos (33,5%)
- 10 a 15 minutos (15,5%)
- 15 minutos ou mais (8%)
Os pesquisadores, da Universidade de Sydney e da Universidade Europeia, na Espanha, monitoraram a saúde deles ao longo de oito anos.
Pessoas que caminharam em trechos mais longos tiveram menor risco de problemas cardíacos do que aquelas que caminharam em intervalos curtos.
Mesmo entre os menos ativos — aqueles que caminham menos de 5.000 passos por dia — caminhadas mais longas fizeram uma grande diferença. O risco de doenças cardíacas e morte caiu significativamente.
Não está totalmente claro no estudo se isso ocorreu porque eles estavam em melhor forma no início, mas os pesquisadores tentaram controlar isso levando em consideração fatores como se a pessoa fumava, era obesa ou tinha colesterol alto.
Concentre-se em como você anda – não apenas em quanto
Os pesquisadores afirmam que a maneira como você anda importa, não apenas a quantidade. Caminhar por mais tempo, mesmo que você não ande muito, parece ajudar o seu coração.
Eles sugerem que mudanças simples, como reservar um tempo para uma caminhada mais longa, podem fazer uma grande diferença.
O co-pesquisador principal, Prof. Emmanuel Stamatakis, disse: "Tendemos a colocar toda a ênfase no número de passos ou na quantidade total de caminhada, mas negligenciamos o papel crucial dos padrões, por exemplo, 'como' a caminhada é feita.
"Este estudo mostra que mesmo pessoas que são muito inativas fisicamente podem maximizar seus benefícios para a saúde cardíaca ao ajustar seus padrões de caminhada para caminhar por mais tempo, idealmente por pelo menos 10 a 15 minutos, quando possível."
O professor Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University, disse que, embora o estudo mostre uma ligação entre caminhar e uma melhor saúde cardíaca, ele não prova que caminhar causa diretamente a melhora.
O NHS recomenda 150 minutos de atividade moderada por semana, como caminhada rápida, idealmente distribuídos uniformemente ao longo da semana.
Os idosos com mais de 65 anos devem tentar se movimentar todos os dias , mesmo que seja apenas uma atividade leve em casa, diz o conselho.
Emily McGrath, enfermeira cardíaca sênior da British Heart Foundation, disse: "O exercício ajuda todos a viverem uma vida mais feliz e saudável. Se você tem doenças cardíacas e circulatórias, ele pode ajudar a controlar sua condição e fazer com que você se sinta melhor em geral.
"No começo, pode ser difícil ser mais ativo, mas com o tempo, vai ficar mais fácil, à medida que seu corpo se acostuma. No começo, você pode notar apenas pequenas melhorias, mas tudo isso se soma e contribui para manter seu coração saudável."
Fonte: BBC
terça-feira, 15 de julho de 2025
O Descanso: Um dos Oito Remédios de Deus para a Saúde Integral
O descanso regular é um dos pilares fundamentais para o bem-estar físico, mental e espiritual do ser humano. Reconhecido por especialistas em saúde e por psiquiatras como essencial à manutenção do equilíbrio emocional e biológico, o repouso adequado permite ao organismo restaurar suas funções, fortalecer o sistema imunológico, consolidar a memória e equilibrar os hormônios relacionados ao humor e ao sono.
Ellen G. White identificou o descanso como um dos "oito remédios de Deus". Em seu livro Conselhos Sobre Saúde (p. 24), ela destaca que o repouso, juntamente com a alimentação saudável, a água pura, a luz solar, o ar fresco, o exercício físico, a temperança e a confiança em Deus, é essencial para o bem-estar físico, mental e espiritual.
Na vida moderna, no entanto, diversos hábitos têm prejudicado a qualidade do sono e, consequentemente, a saúde geral das pessoas. O uso excessivo de telas, como celulares e computadores, especialmente à noite, expõe os olhos à luz branca e azul que inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para a indução do sono. Esse padrão de comportamento contribui para quadros de insônia, ansiedade e cansaço crônico, afetando o desempenho cognitivo e emocional.
Diversos estudos científicos confirmam que a quantidade, a qualidade e o horário do sono exercem impacto direto sobre funções essenciais do organismo, como o metabolismo.
Especialistas da National Sleep Foundation recomendam que adultos durmam entre 7 a 9 horas por noite, enquanto adolescentes precisam de 8 a 10 horas, e crianças ainda mais. Dormir menos que esse tempo por períodos prolongados está associado a um aumento do risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes, depressão e ansiedade.
Segundo o Dr, Matthew Walker, professor de neurociência e psicologia na Universidade da Califórnia, Berkeley, e autor do livro Why We Sleep (2027), a privação de sono, mesmo que leve e crônica, afeta negativamente a memória, o sistema imunológico, a tomada de decisões e o equilíbrio emocional. Walker escreve:
“O sono não é negociável. É o maior sistema de suporte de saúde que temos à disposição. Quanto mais você reduz seu sono, mais curto será o tempo de sua vida.” (Why We Sleep, p. 8)
O corpo humano é biologicamente programado para dormir à noite. Nosso ritmo circadiano — o “relógio biológico” — regula funções com base na luz e na escuridão. A produção de melatonina, o hormônio que induz o sono, é desencadeada com o escurecer do ambiente. Isso significa que o sono noturno é mais profundo e reparador do que o sono durante o dia, mesmo que se durma o mesmo número de horas.
Estudos indicam que o sono antes da meia-noite tende a ser ainda mais restaurador. Segundo o Dr. Shawn Stevenson, nutricionista clínico e autor do livro Sleep Smarter (2016):
“As horas de sono antes da meia-noite são geralmente mais regenerativas. É durante esse período que ocorre a maior liberação do hormônio do crescimento e outros processos restauradores.” (Sleep Smarter, p. 33)
Isso significa que ir dormir às 21h e acordar às 5h, por exemplo, pode trazer mais benefícios à saúde do que dormir das 2h às 10h, mesmo que o total de horas seja o mesmo. O sono antes da meia-noite contribui especialmente para a regeneração celular, o equilíbrio hormonal e a saúde cerebral.
O que diz a Bíblia sobre o descanso?
A Bíblia também reconhece o valor do descanso como parte do cuidado integral com o ser humano. Um exemplo marcante é a experiência do profeta Elias, descrita em 1 Reis 19. Após enfrentar uma intensa batalha espiritual e política em Israel, Elias chegou ao ponto de extremo esgotamento físico e emocional, pedindo a morte. Deus, porém, não o repreendeu naquele momento, mas providenciou alimento e descanso. Só depois, fortalecido, Elias pôde continuar sua jornada até o monte Horebe, onde teve um encontro com o Senhor. Essa narrativa mostra que até mesmo a experiência espiritual mais profunda depende de um corpo restaurado e de uma mente equilibrada.
Portanto, o descanso não é apenas uma necessidade biológica, mas um dom divino, parte do plano original de Deus para a saúde e a longevidade humana. Ele nos convida a respeitar os limites do corpo, a viver de forma equilibrada e a buscar, em meio ao ritmo acelerado do mundo moderno, momentos de pausa que restauram e conectam o ser humano ao Criador.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
Fumo deteriora o cérebro dos homens
Os homens tabagistas têm maior deterioração mental com o passar do tempo do que aqueles que nunca fumaram, segundo um estudo britânico publicado na segunda-feira nos Estados Unidos, que advertiu, no entanto, que a mesma relação causa-efeito não se observou nas mulheres. A investigação sugere que os efeitos do hábito de fumar a longo prazo se manifestam em perda de memória e incapacidade para vincular a experiência passada com as ações do presente, assim como uma queda nas habilidades cognitivas gerais. O estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, acompanhou através do serviço civil britânico mais de 5.000 homens e 2.100 mulheres com idade média de 56 anos no começo do estudo e foram acompanhados no máximo por 25 anos.
Os cientistas da University College de Londres comprovaram sua condição de fumantes seis vezes nesse período e os submeteram a uma série de provas cognitivas. Eles descobriram que o tabagismo esteve vinculado a uma redução mais rápida na capacidade mental em todos os testes cognitivos entre homens que fumavam em comparação com os homens não fumantes.
“Nossos resultados mostram que a associação entre tabagismo e cognição, sobretudo em idades mais avançadas, parece estar subestimada devido ao risco maior de morte e abandono entre os fumantes”, destacou o estudo, chefiado por Severine Sabia, do University College de Londres.
Os homens que pararam de fumar nos primeiros dez anos após iniciado o estudo estavam ainda em maior risco de deterioração cognitiva, mas a longo prazo os ex-fumantes não mostraram os mesmos níveis de deterioração.
“Este estudo põe em manifesto que fumar é nocivo para o cérebro”, afirmou Marc Gordon, chefe de neurologia do hospital Zucker Hillside em Glen Oaks, Nova York, que não participou do estudo. “Na metade da vida, fumar é um fator de risco modificável, com um efeito mais ou menos equivalente a dez anos de envelhecimento na taxa de deterioração cognitiva”, acrescentou.
As descobertas são chave para explicar o envelhecimento da população mundial, com 36 milhões de casos de demência em todo o planeta, uma cifra que dobrará a cada 20 anos, segundo as projeções, afirmaram os autores do estudo.
O porquê de as mulheres não mostrarem a mesma relação entre tabagismo e envelhecimento mental não ficou claro, embora os pesquisadores tenham sugerido que o menor tamanho da amostra e a maior quantidade de cigarros fumados pelos homens em comparação com as mulheres poderiam ser fatores contribuintes.
Fonte: Folha.com via Outraleitura
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
Entenda por que beber álcool pode causar câncer
O consumo de álcool é uma prática enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo – inclusive no Brasil. Frequentemente associado a festas, celebrações e até mesmo à convivência cotidiana, beber álcool faz parte do hábito de muitas pessoas. O que pouca gente sabe é que a prática está associada a pelo menos sete tipos de câncer: mama, boca, laringe, garganta, esôfago, fígado e cólon.
No início de 2025, o Departamento de Saúde e Recursos Humanos dos Estados Unidos publicou o relatório Alcohol and Cancer Risk, em que destaca que o álcool é a terceira causa evitável de câncer, depois do tabaco e da obesidade, contribuindo para cerca de 100 mil casos e 20 mil mortes a cada ano naquele país. Além de citar os sete tipos de câncer diretamente associados ao consumo da bebida, o documento aponta que, globalmente, ao menos 741 mil casos da doença foram relacionados ao álcool em 2020.
“O relatório reforça e atualiza as evidências científicas, voltando a chamar a atenção para a importância do tema. Traz informações a mais sobre risco proporcional ao consumo, mecanismos biológicos e fala sobre a ausência de níveis seguros. O álcool está entre nós e faz parte da nossa cultura há milhares de anos, sempre associado à alegria e à comemoração. O problema é que a maioria das pessoas usa como hábito de vida e ainda não tem noção de quanto ele pode ser nocivo”, comenta a médica Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, mais da metade dos adultos estadunidenses bebem álcool, 17% bebem compulsivamente e 6% bebem muito. Os números são muito parecidos com os do Brasil, onde 44,6% da população adulta relata ter o hábito de beber; sendo 18,3% de forma abusiva (cinco ou mais doses por semana para homens e quatro ou mais doses por semana para mulheres). Os dados são do Ministério da Saúde com base no Vigitel, sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis, que monitora anualmente a situação de saúde da população.
E não é preciso ser alcoólatra para ter o risco de câncer aumentado. “Inclusive, acho que é isso que distancia as pessoas da realidade. Não existe consumo seguro de álcool e não é porque a pessoa faz uso controlado da bebida que ela estará livre do risco de câncer”, frisa a especialista. O perigo se aplicar a todo tipo de álcool: vinho, destilados e até a cerveja.
Mecanismos de ação
Estabelecer a relação causal entre o fator de risco e um resultado na saúde é complexo, mas vários estudos têm demonstrado que há quatro mecanismos biológicos que levam o álcool a aumentar o risco de câncer.
A primeira explicação é que a substância pode danificar o DNA. Isso porque o álcool se decompõe em acetaldeído, um metabólito que causa câncer ao se ligar ao DNA de modo a danificá-lo. Uma célula pode começar a crescer descontroladamente e criar um tumor possivelmente maligno.
Nosso sistema imunológico é capaz de nos proteger contra vários danos ao mesmo tempo, como o cigarro, o álcool, a poluição, os ultraprocessados, a obesidade e o sedentarismo. No entanto, chega uma hora que ele pode falhar. “É como se alguém batesse na porta várias vezes, mas seu sistema imunológico estivesse fazendo a vigilância e não o deixasse entrar. Mas algumas células ficam mais suscetíveis e fragilizadas por esses agressores, até que um dia o sistema imunológico não consegue mais se defender e a porta se abre”, ilustra Cardoso.
Quando a “porta” se abre, tem início um processo neoplásico, que nada mais é do que a multiplicação desordenada de uma célula com mutação. “A chamada carcinogênese funciona desta forma: tem um fator desencadeador, um erro no sistema de defesa e ali ele se prolifera”, explica a oncologista.
O segundo mecanismo de ação do álcool é que ele gera espécies reativas de oxigênio, que aumentam a inflamação no organismo por meio de um processo chamado estresse oxidativo. O terceiro é que a substância altera os níveis hormonais (especialmente do estrogênio), o que pode expor mulheres ao aumento desse hormônio e, consequentemente, a um risco maior de câncer de mama.
Por fim, a quarta forma de ação é que alguns órgãos (como fígado, boca e intestino) sofrem efeitos diretos do álcool. Além disso, outros carcinógenos podem se associar ao álcool e facilitar sua absorção pelo corpo. “O efeito cancerígeno do álcool é invisível, mas ele é multifatorial. Ele causa danos e instabilidades no DNA, que tornam a pessoa mais suscetível a outros fatores. Por exemplo: a suscetibilidade causada pelo álcool aumenta o risco que o cigarro já está causando”, pontua Cardoso.
Existe dose segura?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe consumo seguro de álcool – qualquer quantidade pode aumentar o risco de câncer. Um fator importante é a quantidade total de álcool consumida consistentemente ao longo do tempo. Segundo o relatório dos EUA, para certos tipos de câncer, como de mama, boca e garganta, as evidências mostram que esse risco pode começar a aumentar em torno de uma ou menos doses por dia.
Segundo um estudo citado no relatório dos EUA, o risco absoluto de uma mulher desenvolver qualquer câncer relacionado ao álcool ao longo da vida aumenta de 16,5% para aquelas que consomem menos de uma dose de bebida por semana para 19% para as que ingerem uma dose diária; e para 21,8% entre as que consomem duas doses por dia, em média. Isso corresponde a cinco mulheres a mais em cada 100 com potencial de desenvolver a doença. “O álcool é um dano. Quanto maior a quantidade, pior”, avisa a oncologista do Einstein.
No Brasil, a referência de dose mais utilizada é a divulgada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), que considera que uma dose (unidade) padrão de álcool correspondente a 14 g de etanol puro – isso equivale a cerca de 350 ml de cerveja (uma lata), 150 ml de vinho ou 45 ml de destilados (como vodca, cachaça ou uísque). A OMS, no entanto, usa como dose padrão o equivalente a 10 g de álcool e recomenda o máximo de duas doses por dia para homens e uma por dia para mulheres, desde que se abstenham de beber pelo menos duas vezes na semana.
Desconhecimento sobre os perigos
Apesar das evidências demonstrando o efeito do consumo de álcool no risco de câncer, o relatório americano ressalta que há uma grande lacuna na compreensão pública dessa associação. Uma pesquisa feita em 2019 concluiu que 45% dos estadunidenses reconhecem o álcool como um fator de risco para câncer. O índice é bem menor do que os 91% que conhecem o risco cancerígeno da radiação e os 89% que sabem da relação com o tabaco, conforme o mesmo trabalho.
Outra investigação, essa feita com cerca de 1.700 adultos e divulgada em novembro de 2024 pela Annenberg Public Policy Center (APPC), mostra que menos da metade dos americanos (40%) sabe que beber álcool regularmente aumenta o risco de desenvolver câncer mais tarde. Outros 40% não tinham certeza se isso é verdade e 20% relataram crenças imprecisas — de que não teria efeito ou que diminuiria a chance de desenvolver câncer.
Há evidências de que, em longo prazo, parar de beber ou reduzir o consumo de álcool reduz diretamente a probabilidade de cânceres de boca e esôfago. Segundo o relatório Alcohol and Cancer Risk, mais pesquisas são necessárias para determinar se esse risco também diminui para outros tipos de câncer — ou até se pode chegar ao nível observado em pessoas que não costumam beber.
Rotulagem das bebidas
No recente documento norte-americano, uma mudança sugerida é a atualização dos rótulos de bebidas alcoólicas para incluir um alerta sobre o risco aumentado de câncer. Os rótulos de advertência de saúde são abordagens bem estabelecidas e eficazes para aumentar a conscientização e promover mudanças de comportamento.
Na avaliação de Cardoso, o Brasil enfrenta o mesmo problema de falta de informações sobre os riscos do consumo de álcool, e incluir alertas nos rótulos pode ser um bom caminho, assim como aconteceu com o cigarro. “Todo mundo sabe que fumar pode causar câncer. Tem um aviso no maço de cigarro, mas isso não acontece com as bebidas alcoólicas. Além disso, existe uma negação das próprias pessoas que desejam preservar o hábito, especialmente pelo aspecto social associado ao consumo da bebida”, observa a médica.
Fonte: Agência Einstein via MSN
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
Carne vermelha aumenta o risco de demência em 13%, indica estudo
Uma equipe de pesquisadores da Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston, revelou que o consumo exacerbado de carne vermelha processada está amplamente relacionado ao desenvolvimento de demência.
Em alguns outros casos, a comida já tinha sido conectada a maiores taxas de câncer, mas essa análise de longo prazo conseguiu confirmar as alterações mentais que o consumo causa.
Com base nas análises de 133.771 norte-americanos, os especialistas observaram que ingerir em média um quarto de uma porção ou mais de carnes vermelhas processadas todos os dias — cerca de meia fatia de bacon — significa um risco 13% maior de piorar a função cognitiva.
Os especialistas ressaltam que essa não é uma pesquisa de causa e efeito direto. Vários outros fatores podem contribuir para a mudança nas probabilidades, como qualidade do sono, ingestão de álcool e questões genéticas.
Por essa razão, os cientistas continuam conduzindo análises paralelas que buscam aprofundar os conhecimentos da área. Os próximos passos envolvem a investigação de fatores como o comportamento do microbioma intestinal e a inclusão de novos dados do banco de saúde internacional.
Fonte: MSN
terça-feira, 22 de outubro de 2024
Leite vegetal é uma boa opção ao de vaca ?
Será que bebidas produzidas com soja, amêndoa, arroz, ervilha ou castanha de caju são melhores para o meio ambiente e para a saúde?Com 75% da população global sendo intolerante à lactose e as preocupações com o meio ambiente em alta, os leites à base de plantas surgiram como uma alternativa viável aos produtos lácteos nos últimos anos. É um setor global de 20 bilhões de dólares (R$ 113,3 bilhões), com vendas que devem dobrar na próxima década.
As alternativas vegetais, constituem o maior segmento do mercado à base de plantas nos EUA, com vendas de 2,9 bilhões de dólares (R$ 16,4 bilhões) no ano passado. As bebidas à base de plantas representaram cerca de 15% do total das vendas de leite nos EUA, e quase metade dos lares do país comprou leite à base de plantas em 2023.
No entanto, em um estudo recente com 219 tipos de leites vegetais, cientistas do Centro de Coordenação de Nutrição da Universidade de Minnesota descobriram que eles oferecem menos benefícios nutricionais do que o leite de vaca. Incluindo menos cálcio e vitamina D.
Pegadas de carbono diferentes
Como a criação de gado está ligada ao desmatamento e às emissões de metano, o consumo de produtos lácteos também tem implicações ambientais e climáticas.
A média das emissões de gases de efeito estufa por litro associadas aos leites de soja, aveia, amêndoa, espelta, ervilha e coco é de 62% a 78% menor do que a do leite de vaca, segundo os autores de um estudo intitulado Dairy and Plant-Based Milks: Implications for Nutrition and Planetary Health (Leites de origem vegetal e lácteos: implicações para a nutrição e a saúde planetária).
Qual o melhor para o planeta e a saúde?
“É um pouco difícil responder à pergunta sobre qual é o melhor”, reconhece Brent Kim, pesquisador do Johns Hopkins Center for a Livable Future e um dos autores do estudo.
“Estamos nos referindo ao menor impacto na mudança climática? Falamos do leite mais nutritivo, o leite mais acessível ou talvez estejamos mais preocupados com a quantidade de água usada para produzir esse leite? Ou talvez com a quantidade de terras agrícolas que tiveram de ser ocupadas para produzir esse leite?”
O que está claro é que os alimentos à base de vegetais têm uma pegada de carbono muito menor, e isso não se refere apenas ao CO2.
Kim diz que, embora a embalagem e o transporte sejam responsáveis por algumas dessas emissões, grande parte dos gases de efeito estufa já é gerada antes de as plantações saírem da fazenda.
Compensações ambientais
Há diferentes compensações ambientais quando se trata de leites vegetais. Embora o leite de amêndoas esteja próximo ao leite de vaca no que diz respeito às emissões de gases de efeito estufa, a situação não é tão boa se levarmos em conta sua pegada hídrica. O leite de amêndoas é o leite vegetal mais vendido nos EUA, respondendo por três quartos das vendas totais.
Kim afirma que uma das melhores opções seria o leite feito de proteína de ervilha, por emitir menos gases de efeito estufa e ter bons níveis de proteína.
“E se estivermos preocupados com o uso de água, preocupação que devemos ter, o leite de ervilha tem uma dos menores consumos de água de todos os leites”, ressalta, acrescentando que o leite de soja também preenche todos esses requisitos. Embora alguns estudos tenham mostrado que a soja tem um impacto climático ligeiramente maior em comparação com a ervilha. Ele frisa que foram feitos mais estudos sobre o leite de soja, mas o veredicto ainda não foi dado. E o leite feito de proteína de ervilha ainda não está amplamente disponível.
Então, qual é o melhor leite para a saúde?
Com todas as marcas e tipos diferentes no mercado, é possível dizer qual é o melhor?
Isso é difícil, diz Abby Johnson, diretora associada do Centro de Coordenação de Nutrição da Universidade de Minnesota na Escola de Saúde Pública e principal autora do estudo que analisou mais de 200 leites vegetais diferentes.
“Há muita variedade. Cada leite vegetal, ao que parece, é formulado de forma diferente”, explica a especialista.
Os laticínios são considerados uma boa fonte de três dos cinco nutrientes importantes identificados nas Diretrizes Dietéticas dos EUA para 2020-2025: cálcio, potássio e vitamina D.
“A dieta do americano médio excede em muito a quantidade de proteína necessária para uma dieta saudável”, sublinha o pesquisador Brent Kim. Mas essa proteína extra dos laticínios é importante para alguns grupos.
“Especialmente para crianças em fase de crescimento, em áreas onde as pessoas têm dificuldade de ter uma variedade de alimentos, os laticínios são realmente importantes, porque fornecem uma boa quantidade de proteínas”, diz Becky Ramsing, profissional de nutrição de saúde pública e nutricionista do Johns Hopkins Center for a Livable Future.
“A aveia não é necessariamente um alimento rico em proteínas”, acrescenta. “E não se engane pensando também que o leite de amêndoas é rico em proteínas só porque é feito de nozes”.
“Na maneira como os leites são feitos, há muita água adicionada a eles, portanto, o teor de proteína é, na verdade, muito baixo”, conclui.
Leia o rótulo!
“Você não pode simplesmente escolher um leite vegetal da prateleira e presumir que ele se encaixará em um perfil. Cada pessoa é muito diferente”, diz Ramsing, lembrando ser importante ler o rótulo para descobrir o que há no produto.
Ramsing conta que ela mesma passou por isso quando descobriu que seu leite de soja favorito não era enriquecido com cálcio. E você pode se surpreender ao descobrir a quantidade de açúcar adicionado em alguns leites.
Obtendo todos os nutrientes do leite
Uma vantagem dos leites vegetais em relação ao leite de vaca é a fibra extra. Johnson diz que há alguns leites vegetais que fornecem mais de 10% do valor diário de fibras, enquanto o leite de vaca não tem nenhuma.
Por outro lado, o leite de vaca é rico em vitamina B2 ou riboflavina, que são importantes para o crescimento celular e a produção de energia, e o fósforo, que é importante para ossos e dentes.
“Mas você ainda pode beber leite vegetal se obtiver seus nutrientes em outro lugar”, diz Abby Johnson.
“Tenha uma dieta diversificada com muitas frutas e vegetais e você não precisará se preocupar com a deficiência de vitamina B2 ou de fósforo”, afirma.
“Os leites à base de plantas podem, com certeza, fazer parte de uma dieta saudável.”
Fonte MSN
Nota. É evidenciado por inúmeros fatos que temos que mudar nossos hábitos alimentares, não só pela questão da saúde mas também pelo bem do planeta. Estão surgindo, nos últimos tempos, mais ameaças com relação à produção pecuária. O uso indiscriminado de pesticidas e aditivos químicos pela agroindústria está trazendo mais riscos e problemas para a saúde humana.
quarta-feira, 21 de agosto de 2024
Estudo associa consumo habitual de carne vermelha ao desenvolvimento de diabetes tipo 2
Um estudo, com dados de quase dois milhões de pessoas de 20 países, confirmou a associação entre o consumo habitual de carne vermelha, processada e não processada, e o risco acrescido de desenvolver diabetes tipo 2.
A investigação, publicada na terça-feira na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology e liderada pela Universidade Britânica de Cambridge, recorreu a dados de saúde recolhidos pelo projeto de investigação internacional InterConnect, que visa melhorar o conhecimento sobre a diabetes e a obesidade.
O projeto contém dados detalhados sobre idade, sexo, comportamentos relacionados com a saúde, consumo de energia e índice de massa corporal de 31 grupos de acompanhamento, em 20 países.
Os investigadores concluíram que o consumo habitual de 50 gramas de carne vermelha processada por dia -- o equivalente a duas fatias -- está associado a um aumento de 15% nas probabilidades de desenvolver diabetes tipo 2 nos dez anos seguintes ao início deste consumo frequente, em comparação com uma pessoa que não tenha esse hábito.
O mesmo risco acrescido é apresentado pelo consumo frequente de 100 gramas de carne vermelha não processada por dia (do tamanho de um bife pequeno).
Embora o consumo regular de carne de aves também esteja associado a uma maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 em dez anos, a percentagem é mais baixa: um risco aumentado de 8% em comparação com outra pessoa que não come este tipo de carne.
"A nossa investigação fornece a evidência mais completa até à data da associação entre o consumo de carne processada e carne vermelha não processada e o aumento do risco futuro de diabetes tipo 2", frisou uma das autoras, Nita Forouhi, investigadora de epidemiologia da Universidade de Cambridge, citada numa nota de imprensa.
Forouhi acredita que, embora esta associação deva ser aprofundada, é aconselhável limitar o consumo de carne vermelha - que está a aumentar a nível mundial - para reduzir os casos de diabetes tipo 2 na população.
Até agora, estudos deste tipo tinham sido realizados na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão, mas este é o primeiro a incluir grupos populacionais do Médio Oriente, América Latina e sul da Ásia. A investigação não inclui África, onde ainda existem dados insuficientes.
Fonte: DN
quarta-feira, 6 de março de 2024
Como o vinho tinto deixou de ser considerado saudável
Num episódio de 1991 do programa 60 Minutes, o jornalista Morley Safer, da CBS, questionou como era possível que os franceses apreciassem alimentos com um elevado teor de gordura, como paté, manteiga e queijo brie, e, no entanto, apresentassem taxas de doenças cardíacas mais baixas do que os americanos.
“A explicação para o paradoxo poderá residir neste copo apelativo”, afirmou Safer, erguendo um copo de vinho tinto perante os espectadores.
Os médicos acreditavam que o vinho tinha “um efeito de limpeza” que impedia as células formadoras de coágulos sanguíneos de se agarrarem às paredes das artérias, afirmou Safer. De acordo com um investigador francês que foi apresentado no episódio, este hábito poderia reduzir o risco de obstruções arteriais e, por conseguinte, de ataques cardíacos.
Na altura, vários estudos apoiaram esta ideia, afirmou Tim Stockwell, um epidemiologista do Canadian Institute for Substance Use Research. Além disso, os investigadores chegaram ao consenso de que a dieta mediterrânica, que incentiva o consumo de um ou dois copos de vinho tinto às refeições, comporta benefícios cardíacos, acrescentou.
Todavia, só após o episódio do programa 60 Minutes é que a noção de que o vinho tinto é uma bebida virtuosa saudável se tornou “viral”, afirmou. Um ano após a transmissão do programa, as vendas de vinho tinto nos Estados Unidos aumentaram 40%.
Levaria décadas até que a fama do vinho como bebida saudável se dissipasse.
Saiba mais <aqui>
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Não existe nível seguro de consumo de álcool, mostra pesquisa
Quão arriscado é beber moderadamente?
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Excluir carne da dieta pode curar diabetes, diz estudo
Cientistas da Faculdade de Medicina e Ciência da Saúde da Universidade George Washington acreditam que o fato de remover a gordura animal pode curar de vez a condição. Eles afirmam que a mudança de dieta pode ser uma alternativa de tratamento para diabetes do tipo 2.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Cafeína: o assassino da inteligência emocional
A dica de hoje para aumentar sua inteligência emocional é a mais simples e direta que você poderia receber. Para muitas pessoas, essa dica pode ter um impacto sobre sua inteligência emocional (IE) maior do que qualquer outra coisa. O truque? Você tem que cortar o consumo de cafeína e, como qualquer consumidor de cafeína pode atestar, é mais fácil falar do que fazer. A maioria das pessoas começa a beber cafeína porque ela faz com que elas se sintam mais alertas, além de melhorar o humor. Muitos estudos sugerem que a cafeína realmente melhora o desempenho de tarefas cognitivas (memória, atenção, etc.) no curto prazo. Infelizmente, esses estudos não levam em conta os hábitos de consumo de cafeína dos participantes. Uma nova pesquisa da Johns Hopkins Medical School mostra que o aumento do desempenho devido à ingestão de cafeína ocorre porque seus consumidores experimentam uma reversão de curto prazo da retirada da droga. Controlando o uso de cafeína nos participantes do estudo, os pesquisadores da Johns Hopkins descobriram que a melhora de desempenho relacionada a ela é inexistente sem sua retirada. Em essência, a saída da cafeína reduz seu desempenho cognitivo e tem um impacto negativo sobre o humor. A única maneira de voltar ao normal é bebendo mais cafeína, o que dá a impressão de que ela o está levando novamente às alturas. Na realidade, porém, a cafeína só está levando seu desempenho de volta ao normal e por um curto período.







