quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Por que Jesus Precisa Voltar?

 


A esperança da volta de Jesus não nasce apenas do desejo humano por alívio ou justiça, mas, antes de tudo, do cumprimento do propósito eterno de Deus. Desde o princípio, a história da redenção aponta para esse desfecho: Deus intervindo definitivamente para restaurar aquilo que o pecado corrompeu, pôr fim ao mal e estabelecer plenamente o Seu reino de justiça, verdade e amor. Esse é o motivo central, teológico e inegociável: a fidelidade de Deus às Suas promessas.

Entretanto, quando observamos o plano humano, o tempo presente parece dar ainda mais densidade a essa expectativa. Vivemos um momento histórico singular, quase uma encruzilhada civilizatória, em que diferentes frentes da história da humanidade avançam simultaneamente e de forma acelerada. Nunca tantos capítulos decisivos estiveram abertos ao mesmo tempo.

No campo tecnológico, a ascensão vertiginosa da inteligência artificial levanta questões profundas sobre ética, controle, autonomia humana e limites morais. Trata-se de um progresso que, embora promissor em muitos aspectos, também carrega potenciais riscos difíceis de prever e controlar, alterando rapidamente relações de trabalho, comunicação, poder e até a própria compreensão do que significa ser humano.

Na geopolítica, o cenário é igualmente inquietante. Conflitos regionais, alianças instáveis e disputas por poder e recursos alimentam a possibilidade real  e  previsível de uma terceira guerra mundial. O equilíbrio global parece cada vez mais frágil, sustentado por acordos provisórios e interesses imediatos, mais do que por valores duradouros.

Somam-se a isso transformações econômicas gigantescas: crises recorrentes, endividamento global, concentração de riqueza, instabilidade dos sistemas financeiros e mudanças estruturais que afetam bilhões de pessoas. A sensação de insegurança econômica tornou-se quase permanente, corroendo a confiança no futuro.

Esse quadro pode ser ainda agravado pela questão ambiental. Embora existam negacionistas climáticos que minimizem o problema, a realidade mostra que o sistema natural é sensível e pode entrar em colapso de forma repentina. Eventos aleatórios e extremos, como o desprendimento de geleiras colossais, a exemplo da Thwaites, evidenciam que não se trata apenas de debates ideológicos, mas de riscos concretos, com potencial de desencadear efeitos em cadeia sobre oceanos, clima, economia e sobrevivência humana.

Diante de tamanha complexidade, surgem tentativas de soluções políticas e diplomáticas que prometem alívio imediato. Propostas como um suposto “Conselho de Paz”, aventadas por lideranças globais, podem gerar um conforto momentâneo e a sensação de que finalmente se encontrou um caminho para a estabilidade. Contudo, como todo paliativo, tais iniciativas carregam o risco de serem enganosas, produzindo uma tranquilidade artificial, sustentada mais por discursos do que por transformações reais do coração humano.

É nesse contexto que as palavras do apóstolo Paulo ecoam com força renovada: “Quando disserem: Paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição” (1 Tessalonicenses 5:3). Não se trata de desprezar esforços humanos por paz, mas de reconhecer seus limites. Sem a restauração profunda que só Deus pode operar, a paz proclamada pode ser apenas aparente, frágil e passageira.

Assim, Jesus precisa voltar não apenas para encerrar um ciclo histórico marcado por crises, mas para cumprir o propósito maior de Deus: julgar o mal, restaurar a criação, consolar os que sofrem e estabelecer uma realidade onde justiça e paz não sejam slogans políticos, mas princípios eternos. A esperança cristã não está em soluções temporárias, mas na certeza de que a história não caminha para o caos definitivo, e sim para o encontro com Aquele que é o Senhor da história.




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