domingo, 4 de janeiro de 2026

O Último Império

 

Vivemos tempos de rápidas transformações geopolíticas, culturais e espirituais. Para muitos cristãos que interpretam as profecias bíblicas em perspectiva historicista, especialmente dentro da tradição adventista, os acontecimentos do mundo contemporâneo não são meros fatos isolados: eles se inserem num grande desígnio profético que culmina na segunda vinda de Jesus Cristo. Nesse quadro, a obra O Último Império (Vanderlei Dorneles), publicada pela Casa Publicadora Brasileira (CPB), destaca os Estados Unidos como a última grande potência hegemônica antes do retorno de Cristo, um papel confirmado por muitos escritos de Ellen G. White e evidenciado pelas tensões e eventos atuais no cenário internacional.

O papel dos EUA nas profecias dos últimos dias

Nas páginas de O Último Império, Dorneles resgata a interpretação bíblica de que uma nação — simbolizada de forma semelhante à “besta que emerge da terra” em Apocalipse 13 — terá papel central nos últimos acontecimentos mundiais, influenciando outras nações e exercendo liderança decisiva em questões civis e religiosas. Essa visão parte da interpretação historicista das profecias de Daniel e Apocalipse, na qual os Estados Unidos surgem como potência global com influência marcante sobre os destinos do planeta nas décadas finais da história humana.

Os escritos de Ellen G. White  apontam onde estamos no tempo, enfatizam que os eventos mundiais recentes são sinais de que estamos na “última crise da Terra”: “O mundo está em agitação, as calamidades por terra e mar, o estado incerto da sociedade, os alarmes de guerra, são presságios de que grandes mudanças estão para acontecer na Terra” — e que as profecias estão se cumprindo de forma visível diante de nós. Confira <aqui>.

Em Testemunhos Seletos, Ellen White afirma que nações estrangeiras seguirão o exemplo dos Estados Unidos, especialmente em questões de influência religiosa e civil — uma referência ao modo como a legislação e as pressões sociais adotadas nos EUA podem se tornar modelo para outras nações no período final. (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 46).

Sinais contemporâneos que corroboram esse papel hegemônico

Enquanto alguns já consideram os EUA como uma nação em decadência, fadada a dar  lugar a outras potências emergentes como a China, surge uma reviravolta  nos acontecimentos provocados pela nova doutrina estadunidense para assuntos estratégicos. 

Esse quadro é relevante não apenas por alguns fatos geopolítico isolados, mas como um sinal da projeção de poder dos EUA em nível mundial — em que decisões e ações dessa nação repercutem diretamente na soberania de outras e reconfiguram alianças, decisões econômicas e políticas regionais e globais. A rapidez e a determinação com que os Estados Unidos executaram ações no Irã e Venezuela  têm sido tema dominante nas manchetes internacionais. 

Para grande parte dos intérpretes proféticos adventistas, isso não é mera coincidência, mas um indicativo de que a nação que emergiu como líder global após a Segunda Guerra Mundial continua a exercer influência decisiva nos eventos que antecedem o fim dos tempos. As pressões econômicas, disputas militares e diplomáticas, e as alianças estratégicas moldam um cenário que muitos entendem como parte das “sinais dos tempos” mencionados nas Escrituras — fenômenos que indicam que a consumação da história está se aproximando.

Ellen White e a urgência da preparação espiritual

Ellen G. White nunca ofereceu datas específicas para a vinda de Cristo — ela advertiu repetidas vezes que “o tempo exato da vinda de Cristo é um mistério que Deus guardou” — mas enfatizou que os sinais dos tempos estão se cumprindo rapidamente e que precisamos estar preparados. Confira <aqui>.

Em Evangelismo, ela escreve:

“As profecias que o grande EU SOU tem dado em Sua Palavra... dizem-nos onde estamos hoje na sucessão dos séculos, e o que se pode esperar no tempo por vir.” Confira <aqui>.

Essa ênfase na conexão entre profecias e acontecimentos mundiais, como tensões entre grandes potências, crises econômicas e conflitos geopolíticos, confirma que estamos vivendo um período que  está diretamente ligado aos “últimos dias” mencionados nas Escrituras.

Reflexão final

Ao ver potências globais em conflito, líderes sendo depostos e realinhamentos geopolíticos acontecendo em escala acelerada, é natural que surja em muitos cristãos o desejo de compreender o significado desses eventos à luz da profecia bíblica. A interpretação historicista, reforçada em obras como O Último Império e nos escritos de Ellen G. White, aponta os Estados Unidos como um eixo de influência relevante nos tempos finais — um papel que, à medida que os eventos se desenrolam, continua a ser objeto de reflexão, debate e estudo.

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