sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O espírito de nossa época!

 


Nos dias finais da história humana, os sentimentos, pensamentos e ideias que moldam a mentalidade coletiva revelam um homem cada vez mais centrado em si mesmo. O “eu” tornou-se o eixo da existência: seus desejos, prazeres e ambições ocupam o lugar de valores e princípios mais nobres e sublimes, tais como: Deus, família, comunidade. A sociedade contemporânea é marcada por um caráter profundamente narcisista e hedonista, no qual o valor da vida é medido pela satisfação imediata, pela exaltação da imagem e pela busca incessante do prazer. Nesse cenário, o próximo deixa de ser objeto de amor e passa a ser meio; e Deus, quando não é negado, é reduzido a instrumento para a realização de vontades pessoais.

Esse espírito que domina os últimos dias cumpre com precisão as palavras do apóstolo Paulo, ao descrever homens amantes de si mesmos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, com aparência de piedade, mas negando o seu poder (II Timóteo 3:1-5). Trata-se de uma geração saturada de informações, mas faminta de verdade; cheia de estímulos, porém vazia de sentido. O pecado já não causa espanto, e a vaidade do mundo, com seus vícios e idolatrias modernas, tornou-se não apenas comum, mas desejável. Sempre foi assim em certa medida, mas no tempo final esse fator se intensifica e se consolida como uma das maiores causas da rejeição da salvação e da permanência deliberada na vida de pecado.

Diante desse quadro, a exortação apostólica ecoa com urgência: buscar as “coisas do alto”, onde Cristo vive, e não as que são da terra (Colessenses 3:1-2). É um chamado à contramão da cultura dominante, um convite à formação de um caráter moldado pelo Espírito e não pelos impulsos. Fortalecer-se no espírito, perseverar na fé e viver como servo fiel tornam-se atos de resistência santa em meio a um mundo que celebra a autossuficiência e despreza a submissão a Deus.

Por isso, a mensagem final para este tempo não é de acomodação, mas de alerta e misericórdia: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo”(Apoc. 14:7). Esse anúncio solene representa o último chamado divino à consciência humana, a derradeira oportunidade de arrependimento antes da volta de Jesus. Não é uma mensagem de condenação, mas de graça; não de medo, mas de esperança. É o apelo final para que pecadores abandonem as vaidades passageiras e se voltem ao Deus eterno, escolhendo a vida, antes que a história chegue ao seu desfecho definitivo.

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