sexta-feira, 28 de novembro de 2025

E se Jesus já estiver voltando?

 


No final desta tarde de sexta-feira, quando a luz já começava a se recolher e o sábado despontava silencioso, senti algo nascer dentro de mim — uma espécie de inquietação sagrada, um chamado suave, porém firme, para testemunhar mais como cristão. Não foi um pensamento planejado, tampouco fruto de algum discurso emotivo. Foi quase como um toque interior, daqueles que nos lembram que a fé viva não se limita ao que cremos, mas ao que compartilhamos.

Tenho plena consciência de que Jesus virá como um ladrão, inesperadamente, e por isso não faz sentido marcar datas. Nunca fui adepto dessas previsões. Ainda assim, confesso que quando ouço pessoas mencionando anos como 2027 ou 2030, umas amparadas em leituras bíblicas discutíveis, outras em análises seculares sobre geopolítica, ambiente e economia global — um lampejo de expectativa me atravessa. Não a expectativa ingênua de acreditar cegamente em cálculos humanos, mas aquele suspiro íntimo de quem pensa: “Quem dera que seja verdade.”

Não entro no mérito das teorias; sei bem o quanto são polêmicas. O que me chama a atenção é outra coisa: o fato de que diferentes vozes, de áreas completamente distintas, falam sobre um ponto de ruptura iminente na história. Cristãos e não cristãos, cada qual com seus fundamentos, apontam para um cenário global de tensões e crises que parecem escapar às soluções humanas. E quando visões tão distintas convergem para a mesma direção, é difícil ignorar o sinal de alerta que se acende dentro de nós.

Mas, acima de qualquer previsão, existe algo que não posso evitar: a responsabilidade de estar preparado. E, mais do que isso, a responsabilidade de ajudar outros a se prepararem também. Percebo que um dos caminhos para manter meu coração desperto, vigilante e cheio de fé é justamente proclamar a volta de Jesus — não como um slogan apocalíptico, mas como a esperança viva que dá sentido ao nosso caminhar.

Não quero estar ocioso, inerte, acomodado com o curso deste mundo. Não quero ser alguém que, diante da proximidade do fim, apenas observa à distância. Quero ser encontrado em movimento, em serviço, em testemunho. Quero viver como quem realmente crê que o Senhor virá  e que Sua chegada será o grande desfecho de todas as dores e o início de toda a alegria.

E talvez seja exatamente este sentimento, que hoje me visitou ao cair da tarde, que revela o verdadeiro preparo: um coração que não se conforma, uma fé que não se esconde, uma esperança que se recusa a permanecer em silêncio. Porque, se de fato estivermos próximos da volta de Jesus , seja em poucos anos, seja quando Ele quiser , eu desejo ardentemente ser encontrado proclamando, vivendo e aguardando aquele dia com todo o fervor da alma.

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