terça-feira, 4 de novembro de 2025

Ainda é Tempo de Buscar a Palavra do Senhor!

 



“Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.” — Amós 8:11

Vivemos em dias solenes. O profeta Amós falou de um tempo em que a maior necessidade do mundo não seria alimento nem água, mas a Palavra de Deus — e esse tempo está chegando. Já vemos uma geração faminta de sentido, de verdade e de paz, mas que muitas vezes rejeita a única fonte que pode saciar: o próprio Senhor.

A Palavra ainda está aberta. O Espírito ainda fala. A graça ainda está sendo oferecida. Mas por quanto tempo? Amós diz: “Eis que vêm dias...” — e esses dias estão às portas.

Jesus contou a parábola das dez virgens para nos lembrar desse mesmo perigo. Todas esperavam o Noivo, todas tinham lâmpadas, mas apenas cinco tinham azeite suficiente. Quando o clamor ecoou — “Eis o Noivo!” —, as loucas perceberam que suas lâmpadas estavam apagando. Foram buscar azeite... mas era tarde demais. A porta se fechou.

Quantas vezes fazemos o mesmo? Dizemos: “Quando eu tiver tempo, buscarei mais a Deus.”
“Quando a vida acalmar, orarei mais.”
Mas o tempo de buscar é hoje, não amanhã. A voz do Espírito sussurra: “Filho, volta-te para Mim agora. Enche tua lâmpada enquanto há luz.”

A fome espiritual que virá não será por falta de Bíblia nas prateleiras, mas por falta de sensibilidade no coração. Muitos procurarão ouvir a voz de Deus quando já não for possível — porque a graça terá se encerrado, e o Espírito se retirado daqueles que o resistiram.

Hoje, porém, ainda há esperança. O convite ainda está vivo:

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55:6)

Deus não quer que ninguém pereça. Ele espera por corações sinceros, por vidas que desejam ser cheias do Seu Espírito. Este é o tempo de encher a lâmpada, de fortalecer a fé, de ouvir e guardar a Palavra.

Não espere a crise para buscar o Senhor. Busque agora, enquanto há paz, enquanto há tempo, enquanto o Céu ainda chama pelo seu nome.

Hoje é o tempo de buscar o Senhor — porque o amanhã pode ser tarde demais.




 


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O Que Pode Roubar a Salvação?

 


“Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”
Apocalipse 3:11

A advertência de Cristo à igreja é clara e urgente: “Guarda o que tens”. Isso significa zelo, vigilância e constância espiritual. O perigo não está apenas fora de nós — nas tentações, nas pressões do mundo ou nas falsas doutrinas — mas também dentro de nós, na forma como tratamos aquilo que Deus já nos revelou. Muitos não perdem a salvação por ignorância, mas por negligência.

A seguir, alguns fatores que podem “roubar a coroa” prometida aos fiéis:

1. Falta de atenção ao que importa

Vivemos cercados de informação espiritual. Sermões, estudos bíblicos e mensagens estão por toda parte. No entanto, o problema não é saber pouco, mas não dar atenção ao essencial. A distração é um inimigo silencioso da fé. Como Marta, muitos estão ocupados com muito servir, mas esquecem de se assentar aos pés de Jesus (Lucas 10:41–42). A salvação se perde quando o coração se dispersa do foco principal: o relacionamento com Cristo.

2. Sempre adiar (procrastinação)

Há quem saiba o que precisa mudar, mas adia o arrependimento. Como Félix diante de Paulo, diz: “Por agora, vai-te; em tendo oportunidade te chamarei” (Atos 24:25). A procrastinação espiritual é uma armadilha do inimigo, que transforma “amanhã” em “nunca”. Cada adiamento é um passo mais longe da graça ativa de Deus.

3. Saber, mas justificar (dissonância)

Outro perigo é racionalizar o erro. A mente tenta equilibrar o pecado com justificativas: “todos fazem”, “Deus entende”, “não é tão grave”. Esse autoengano endurece o coração e apaga a sensibilidade à voz do Espírito Santo. Em vez de confessar e abandonar, preferimos explicar e manter. A dissonância entre o que cremos e o que fazemos rouba a paz e corrói a fé.

4. Considerar-se cansado para cuidar (fadiga moral)

Muitos se esgotam na luta contra o pecado e acabam rendendo-se à fadiga espiritual. Cansam-se de vigiar, de orar, de lutar contra as mesmas fraquezas. O desânimo os faz deixar o terreno livre para o inimigo. É preciso lembrar que “os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Isaías 40:31). O cuidado da salvação exige perseverança e descanso em Cristo, não desistência.

5. Acostumar-se com o risco (normalização)

Quando o perigo se torna rotina, a consciência se acomoda. O pecado repetido passa a parecer inofensivo. Pequenas concessões se tornam hábitos, e o coração já não sente o frio espiritual que o cerca. Assim como o comandante do Titanic recebeu sete avisos sobre icebergs e mesmo assim manteve o curso, muitos recebem advertências do Espírito e as ignoram. O resultado é trágico: a colisão com o iceberg da própria negligência.

Conclusão

Às vezes, o que ameaça nossa salvação não é o grande naufrágio do pecado público, mas pequenas rachaduras não tratadas no casco do coração. São pecados e falhas de caráter que preferimos não levar ao Médico dos médicos, Jesus Cristo. Ele é o único que pode curar, restaurar e fortalecer nossa fé.

O chamado de Apocalipse 3:11 é um lembrete amoroso e firme: “Guarda o que tens.” Vigia, cuida, examina-te. Não permita que o descuido, a justificativa, o cansaço ou a acomodação roubem o tesouro da salvação que Cristo te deu ao preço do seu sangue.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:22)

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A Violência nos Dias de Noé e nos Dias de Hoje!

 


A Bíblia relata que, nos dias de Noé, “a terra estava corrompida diante de Deus e cheia de violência” (Gênesis 6:11). Era um tempo em que a maldade humana havia atingido níveis insuportáveis, e a violência se tornara o idioma dominante da sociedade. Cada coração parecia endurecido, e o respeito pela vida havia desaparecido. Foi nesse contexto sombrio que Deus decidiu intervir, enviando o dilúvio como juízo, mas também como um novo começo para a humanidade.

Quando olhamos para o mundo atual, é impossível não perceber o paralelo. A violência voltou a dominar as manchetes e os corações. Em Gaza, ataques e bombardeios continuam a ceifar vidas inocentes, e a trégua tão esperada parece cada vez mais frágil. No Rio de Janeiro, corpos são encontrados após confrontos violentos, revelando o drama diário de comunidades marcadas pelo medo e pela insegurança. No Sudão, centenas foram mortas em ataques brutais dentro de hospitais, mais uma prova do colapso moral e da crueldade que se espalha pelo mundo.

Enquanto isso, os Estados Unidos atacam embarcações com mísseis sob suspeita de tráfico, e a guerra entre Rússia e Ucrânia segue deixando um rastro de milhares de mortos. A violência não está mais restrita a uma região ou a um tipo de conflito; ela se tornou global, contínua e cada vez mais normalizada.

Diante desse cenário, muitos se perguntam: Será este o sinal do fim? Estaríamos próximos da volta de Jesus?
O próprio Cristo respondeu:

“E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem.”
(Mateus 24:37)

Ou seja, os tempos que precederiam Sua volta seriam marcados por uma sociedade semelhante àquela dos dias de Noé — violenta, indiferente a Deus e tomada por egoísmo e crueldade.

Assim, cada notícia de guerra, cada vida perdida pela injustiça e cada ato de brutalidade humana ecoam o alerta profético: estamos vivendo dias semelhantes aos de Noé. Mas, assim como naquele tempo houve um refúgio — a arca —, hoje há também um convite à salvação: entrar em Cristo, o verdadeiro refúgio seguro antes que o juízo final venha sobre a Terra.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto.”
(Isaías 55:6).


Fontes:

  • The Guardian – “Israeli strikes in Gaza overnight as ceasefire looks increasingly fragile”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: theguardian.com

  • UOL Notícias – “Corpos são encontrados após confrontos no Rio de Janeiro”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: noticias.uol.com.br

  • The Guardian – “Hundreds reportedly killed at Sudanese hospital as evidence of RSF atrocities mounts”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: theguardian.com

Laodiceia nos Últimos Dias


 

O Valor da Lei para os dias de hoje!

 


No mundo moderno, em que os valores morais têm sido constantemente relativizados, é essencial voltar ao entendimento do verdadeiro significado da Lei de Deus. No original hebraico, o termo traduzido por “lei” é Torá, que significa “instrução” ou “ensinamento”. Assim, a lei divina não é um conjunto arbitrário de regras, mas a expressão do próprio caráter e vontade de Deus, servindo como base do Seu governo e revelação do Seu amor e justiça.

A lei moral, expressa nos Dez Mandamentos, é a norma eterna de conduta para toda a humanidade. Ela revela quem Deus é — santo, justo e bom — e mostra o caminho da vida e da liberdade. É por isso que, segundo o livro do Apocalipse, a característica principal do povo remanescente de Deus nos últimos dias é a guarda dos mandamentos e a fé em Jesus:

“Os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.” (Apocalipse 12:17)

Entretanto, ao longo da história, essa lei tem sido vilipendiada e distorcida. No período do domínio do catolicismo medieval, alguns mandamentos foram alterados: o segundo mandamento, que proíbe a adoração de imagens de escultura, foi suprimido, e o quarto mandamento, que estabelece o sábado como dia de repouso e comunhão com Deus, foi substituído pelo domingo — mudança atribuída à autoridade da Igreja e não à Escritura. Essa atitude confronta diretamente as palavras de Cristo:

“Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, mas para cumprir.” (Mateus 5:17)

Mais tarde, o protestantismo, embora nascido como movimento de retorno à Bíblia, tendeu a desvalorizar a lei por meio de uma interpretação equivocada das palavras de Paulo acerca da salvação pela graça. Muitos passaram a considerar a obediência à lei como desnecessária, esquecendo-se de que a graça não anula a lei, mas nos capacita a cumpri-la. A salvação é realmente pela graça, mas a obediência é o fruto visível da fé verdadeira.

O resultado desse desprezo generalizado pela lei divina é evidente: o declínio moral, a corrupção dos valores familiares, a injustiça e a violência que marcam nossa sociedade. A lei não tem poder para salvar, mas serve como espelho que revela o pecado e guia o redimido a viver em conformidade com a vontade de Deus. Obedecer não é uma tentativa de ganhar o favor divino, mas a resposta natural de quem escolheu ser discípulo de Cristo.

A Escritura é clara ao afirmar que todos seremos julgados segundo a lei:

“Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” (Tiago 2:12)

E também declara que a vida eterna está reservada àqueles que permanecem fiéis e obedientes até o fim:

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10)
“Ficarão de fora... todos os que praticam a mentira.” (Apocalipse 21:8)

Portanto, no tempo presente, quando a lei divina é ignorada ou reinterpretada para se ajustar à conveniência humana, reafirmar o valor da lei de Deus é um chamado urgente. Ela continua sendo o reflexo do caráter do Criador e o padrão pelo qual todo ser humano será avaliado. Amar a Deus implica em obedecê-Lo — e somente os que assim viverem, pela graça e pela fé, herdarão a eternidade.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Caminhada diária mais longa é melhor para o coração

 


Uma caminhada mais longa por dia é melhor para o seu coração do que muitas caminhadas curtas, especialmente se você não se exercita muito, de acordo com uma nova pesquisa publicada no Annals of Internal Medicine .

Caminhar por pelo menos 15 minutos sem parar é o ideal, diz o estudo. São cerca de 1.500 passos seguidos, o que proporciona um bom exercício ao seu coração.

Muitas pessoas têm como meta dar 10.000 passos por dia, mas esse número veio de uma propaganda de pedômetro japonês — não de ciência. Ainda assim, especialistas concordam que mais passos geralmente são melhores para a saúde.

O estudo analisou 33.560 adultos com idades entre 40 e 79 anos no Reino Unido que caminharam menos de 8.000 passos por dia.


Eles foram agrupados pela duração de suas caminhadas (medidas com um contador de passos ao longo de uma semana):

  • menos de 5 minutos (43%)
  • 5 a 10 minutos (33,5%)
  • 10 a 15 minutos (15,5%)
  • 15 minutos ou mais (8%)

Os pesquisadores, da Universidade de Sydney e da Universidade Europeia, na Espanha, monitoraram a saúde deles ao longo de oito anos.

Pessoas que caminharam em trechos mais longos tiveram menor risco de problemas cardíacos do que aquelas que caminharam em intervalos curtos.

Mesmo entre os menos ativos — aqueles que caminham menos de 5.000 passos por dia — caminhadas mais longas fizeram uma grande diferença. O risco de doenças cardíacas e morte caiu significativamente.

Não está totalmente claro no estudo se isso ocorreu porque eles estavam em melhor forma no início, mas os pesquisadores tentaram controlar isso levando em consideração fatores como se a pessoa fumava, era obesa ou tinha colesterol alto.

Concentre-se em como você anda – não apenas em quanto

Os pesquisadores afirmam que a maneira como você anda importa, não apenas a quantidade. Caminhar por mais tempo, mesmo que você não ande muito, parece ajudar o seu coração.

Eles sugerem que mudanças simples, como reservar um tempo para uma caminhada mais longa, podem fazer uma grande diferença.

O co-pesquisador principal, Prof. Emmanuel Stamatakis, disse: "Tendemos a colocar toda a ênfase no número de passos ou na quantidade total de caminhada, mas negligenciamos o papel crucial dos padrões, por exemplo, 'como' a caminhada é feita.

"Este estudo mostra que mesmo pessoas que são muito inativas fisicamente podem maximizar seus benefícios para a saúde cardíaca ao ajustar seus padrões de caminhada para caminhar por mais tempo, idealmente por pelo menos 10 a 15 minutos, quando possível."

O professor Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University, disse que, embora o estudo mostre uma ligação entre caminhar e uma melhor saúde cardíaca, ele não prova que caminhar causa diretamente a melhora.

O NHS recomenda 150 minutos de atividade moderada por semana, como caminhada rápida, idealmente distribuídos uniformemente ao longo da semana.

Os idosos com mais de 65 anos devem tentar se movimentar todos os dias , mesmo que seja apenas uma atividade leve em casa, diz o conselho.

Emily McGrath, enfermeira cardíaca sênior da British Heart Foundation, disse: "O exercício ajuda todos a viverem uma vida mais feliz e saudável. Se você tem doenças cardíacas e circulatórias, ele pode ajudar a controlar sua condição e fazer com que você se sinta melhor em geral.

"No começo, pode ser difícil ser mais ativo, mas com o tempo, vai ficar mais fácil, à medida que seu corpo se acostuma. No começo, você pode notar apenas pequenas melhorias, mas tudo isso se soma e contribui para manter seu coração saudável."

Fonte: BBC

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Rei Charles e papa Leão XIV em encontro histórico no Vaticano

 


Na última quinta-feira, dia 23/10 o rei  Charles III visitou o  Vaticano e rezou com o Papa Leão XIV. Esta visita está carregada de significado histórico e demonstra, não apenas por si, mas como parte de uma sequência de aproximações e reconciliações entre a Sé de Roma e poderes cristãos ou religiosos outrora  distanciados, que o processo de cura da “ferida de morte” da besta (Apocalipse 13:3-5) está em franco processo de consolidação.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) iniciou uma era de abertura. Papas subsequentes, especialmente João Paulo II e Francisco, aprofundaram relações com outras igrejas cristãs (ortodoxas e protestantes) e com o Islã. A histórica visita de João Paulo II à Grécia Ortodoxa (2001) e à Síria Muçulmana, seus encontros inter-religiosos em Assis, e as declarações conjuntas do Papa Francisco com o Grande Imame de Al-Azhar são exemplos de como o papado se reposicionou como uma "voz moral global" e um líder espiritual de facto para uma ampla gama de crentes.

O Discurso do Papa Francisco no Congresso dos EUA (2015), também foi um momento inédito, em que um pontífice romano discursou em uma sessão conjunta do Congresso da principal nação protestante e secular. Francisco falou sobre mudanças climáticas, pobreza, imigração e família, projetando a autoridade moral do papado diretamente no coração do poder político mundial.

A Visita de Charles III: A imagem do monarca britânico, o Governador Supremo da Igreja da Inglaterra – uma igreja nascida justamente da ruptura de Henrique VIII com Roma – rezando com o Papa no epicentro do catolicismo, depois de  500 anos, simboliza uma reconciliação histórica e uma diminuição drástica das barreiras teológicas e políticas que definiram a Reforma Protestante.

Assim, a visita de Charles III ao Vaticano é mais do que protocolo — ela representa um grau de avanço real nessa “cura simbólica”. Não estamos apenas diante de um gesto pontual, mas de uma série de gestos que, juntos, mostram que a divisão está sendo enfrentada. Vemos um claro avanço no cumprimento profético dos eventos narrados em Apocalipse 13.



sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Quando as pedras falam

 


De tempos em tempos, escavações no Oriente Médio trazem à tona algo que faz o mundo todo parar e olhar de novo para as páginas da Bíblia. Foi o caso recente de uma inscrição encontrada em Israel que deixou arqueólogos “maravilhados” — um artefato que parece confirmar, mais uma vez, a ligação direta entre os relatos bíblicos e a história real do antigo povo de Israel. O achado se trata de uma bula de barro (selo) do período do Primeiro Templo, com o nome “Yedayah filho de Asayahu”, encontrada no solo do Monte do Templo. O nome que aparece no artefato aparece em registros bíblicos, sugerindo que a pessoa pode ter pertencido à administração do reino de Judá – embora não se possa afirmar com certeza que é a mesma figura mencionada nas Escrituras. Saiba mais <aqui> e <aqui>. Para quem crê, é como se as pedras começassem a falar, lembrando que a fé não se apoia  em mitos ou lendas, mas  em fatos concretos da história humana.

Nos últimos anos, várias descobertas têm reforçado essa ponte entre a Bíblia e a arqueologia. Um dos exemplos mais conhecidos é a estela de Tel Dan, uma pedra inscrita há quase 3 mil anos que menciona a “Casa de Davi”. Até sua descoberta, muitos estudiosos duvidavam da existência do rei Davi fora das Escrituras. Mas ali estava seu nome, gravado em aramaico, testemunhando que aquela dinastia realmente existiu.

Outro achado notável é a chamada “Pedra de Pilatos”, descoberta em Cesareia Marítima, no litoral de Israel. Ela confirma a existência de Pôncio Pilatos, o governador romano que julgou Jesus, exatamente como descrevem os Evangelhos. De forma semelhante, o Túnel de Ezequias, escavado sob Jerusalém, e a inscrição encontrada em seu interior revelam as obras hidráulicas do rei mencionado nos livros de Reis e Crônicas. São fragmentos do passado que coincidem, ponto por ponto, com o texto bíblico.

Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em meados do século XX e continuamente estudados, talvez sejam a maior de todas essas confirmações. Datando de mais de dois mil anos, eles contêm porções quase completas dos livros do Antigo Testamento. O mais impressionante é a fidelidade com que esses textos foram preservados: ao comparar os manuscritos antigos com as Bíblias modernas, as diferenças são mínimas. Isso mostra que, ao longo dos séculos, a mensagem essencial foi cuidadosamente transmitida, reforçando a confiança na integridade do texto sagrado.

Essas descobertas não apenas enriquecem a história — elas alimentam a fé. Em uma era dominada pelo ceticismo e pelo secularismo, em que muitos veem a Bíblia apenas como literatura simbólica, a arqueologia lembra que a fé cristã está enraizada em fatos reais, em pessoas e lugares que realmente existiram. Cada inscrição, cada fragmento de cerâmica, cada selo antigo é como um sussurro do passado dizendo: “o que está escrito aqui aconteceu de verdade”.

Isso não significa que a fé precise de provas para existir — a essência da fé é confiar mesmo sem ver. Mas, quando as escavações revelam elementos que confirmam o que a Bíblia já dizia há milênios, o coração do crente se enche de gratidão. A arqueologia não cria a fé, mas a fortalece; não substitui a Palavra, mas testemunha em favor dela.

Em tempos em que muitos duvidam da relevância da Bíblia, as pedras continuam a surgir do pó da terra, silenciosas, porém eloquentes, reafirmando que o Livro Sagrado resiste ao tempo e às críticas — não apenas como texto espiritual, mas também como documento histórico.

No fim das contas, essas descobertas nos convidam a olhar para as Escrituras com novo respeito. Elas nos lembram que o Deus que agiu na história continua agindo hoje — e que a verdade, cedo ou tarde, sempre vem à luz, até mesmo debaixo da terra.


quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Quando Teremos Paz?




Vivemos dias em que as palavras de Jesus, registradas em Mateus 24, soam mais atuais do que nunca: “Ouvireis de guerras e de rumores de guerras”. O cenário mundial parece refletir fielmente esse aviso profético. Em cada canto do planeta, os conflitos se multiplicam, e o temor de uma grande guerra global paira no ar. As nações, antes guiadas por tratados e instituições internacionais criadas no pós-guerra, como os acordos de Bretton Woods e demais organismos destinados a manter a estabilidade e a cooperação, agora voltam a agir sob a lógica dos antigos impérios: a lei do mais forte.

O que antes se tentava conter pela diplomacia e pelo diálogo, hoje é decidido pela força, pela pressão econômica e, em muitos casos, pela ameaça do uso de armas de destruição em massa. A humanidade vive sob a sombra de arsenais nucleares capazes de extinguir a vida no planeta várias vezes. O mundo tornou-se um lugar perigoso, instável e, sobretudo, inseguro.

A causa de tudo isso não está apenas nas estruturas políticas ou nos interesses econômicos, mas no coração humano. O apóstolo Paulo, em sua carta a Timóteo, já havia descrito o comportamento dos homens nos últimos dias: “Porque os homens serão amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem” (II Timóteo 3:2-3). Essa descrição é o retrato exato do nosso tempo — um tempo em que o egoísmo, a prepotência e a ambição se tornaram as forças motrizes da política e da economia global.

O ser humano, tomado por sua busca desenfreada por poder e domínio, age de forma impensada e irresponsável, colocando em risco não apenas o presente, mas o futuro de toda a espécie. A paz, tão sonhada e proclamada em discursos e tratados, permanece uma ilusão distante.

Mas há esperança. A verdadeira paz não virá de alianças frágeis, nem de arranjos políticos temporários. Ela só será possível com a vinda do Reino do nosso Senhor Jesus Cristo — um Reino de justiça, amor e verdade. Somente Ele poderá transformar o coração humano, raiz de toda discórdia e violência. A paz que o mundo busca externamente só poderá existir quando houver uma transformação interior, quando cada coração for renovado pela graça divina.

Assim, enquanto o mundo se agita em meio a guerras e incertezas, os que confiam em Cristo aguardam com fé e esperança o cumprimento da promessa: o advento do Príncipe da Paz, cuja presença trará o fim de toda dor, conflito e injustiça. Só então a tão sonhada paz será, finalmente, uma realidade eterna.