domingo, 6 de julho de 2025

Quantos e quais poderes são representados pela Ponta Pequena?


A ponta pequena é uma figura referida tanto no livro de Daniel quanto no Apocalipse. Uma pergunta que surge a respeito desta figura simbólica é se esta representa um único poder e como identificá-la em face dos vários poderes que se opuseram ao povo de Deus no decorrer da história. Abaixo segue uma descrição das principais interpretações hoje aceitas.

1. O que dizem os estudiosos adventistas e historicistas

A tradição adventista do sétimo dia e outros historicistas protestantes veem os dois chifres pequenos de Daniel 7 e 8 como  representando dois aspectos distintos de um mesmo poder dominante.

Daniel 7 – A ponta pequena que surge entre os 10 chifres da quarta besta

  • Surge do Império Romano (quarto animal).

  • Aparece entre os 10 chifres, ou seja, entre os reinos bárbaros que sucederam Roma.

  • Representa o papado ou a união Igreja-Estado centrada em Roma.

  • Características:

    • Fala palavras contra o Altíssimo.

    • Persegue os santos.

    • Muda tempos e leis (interpretação ligada à mudança da guarda do sábado para o domingo).

    • Tem atuação por "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (interpretação: 1260 anos).

Daniel 8 – A ponta pequena que cresce muito

  • Surge do reino dos bodes e carneiros, ou seja, do contexto greco-romano.

  • Cresce horizontalmente (conquista territórios) e verticalmente (opõe-se ao “Príncipe do exército”, ou seja, a Cristo).

  • Lança a verdade por terra, tira o sacrifício contínuo e profana o santuário.

  • Também é interpretado como o papado, mas agora com ênfase em seu papel religioso, especialmente relacionado ao sistema sacerdotal e doutrinário romano que desviou o foco do ministério de Cristo no santuário celestial.


Conclusão historicista:

As duas pontas pequenas representam o mesmo poder geral — o papado romano — mas em fases diferentes:

  • Em Daniel 7, o foco está na dimensão política e persecutória.

  • Em Daniel 8, na dimensão religiosa e espiritual (profanação da verdade e do santuário).


2. O que dizem estudiosos de outras escolas (preteristas, futuristas, críticos)

a) Preteristas (interpretação passada)

  • Veem a ponta pequena de Daniel 8 como Antíoco IV Epifânio, rei selêucida (175–164 a.C.) que profanou o templo em Jerusalém.

  • Consideram Daniel 7 uma alusão a reinos já passados. Segundo eles, também aponta para o contexto histórico próximo ao autor.

b) Futuristas (interpretação ainda futura)

  • Associam a ponta pequena com um anticristo escatológico ainda por vir.

  • Em Daniel 7 e 8, eles enxergam dois personagens distintos.

  • A ponta pequena de Daniel 8 seria um tipo ou prefiguração do anticristo final.

c) Críticos modernos / liberais

  • Consideram Daniel como escrito no período do 2º século a.C., e veem as pontas pequenas como referências a eventos do período helenístico, especialmente Antíoco IV.

  • Não admitem cumprimento profético futuro nem aplicação ao papado. 


Considerações Finais:

A abordagem historicista, consagrada por reformadores como Martinho Lutero, John Wycliffe, João Calvino, e confirmada por estudiosos modernos demonstra mais propriedade e embasamento bíblico. A  proposta Futurista desaba diante de inúmeras referências apontando para a "ponta pequena" como um poder que se manifestou ao longo da história, afetando as verdades expressas na Bíblia Sagrada, bem como desviando as pessoas da obra de Jesus Cristo no santuário do céu.

Já para aceitar a proposta Preterista teríamos que considerar que todo o livro de Daniel não tenha propósito escatológico, se referindo somente a fatos ocorridos na era do Antigo Testamento. No entanto  encontramos repetidamente no livro de Daniel a expressão "tempo do fim" (Dan.8:17,19;11:40; 12:9,13), que devemos considerar no sentido escatológico, pois o capítulo 7 mostra uma cena do juízo de Deus no céu (Dan. 7:9-10,26,27) e o livro culmina no capítulo 12 mencionando a volta de Jesus e a ressureição (Dan. 12:1-2,13). 

Quanto a alegação de alguns estudiosos, especialmente preteristas, em associarem a ponta pequena a Antíoco IV Epifânio, a visão historicista rejeita com propriedade essa ideia por sua limitação temporal e escopo geográfico. O poder descrito atua de forma muito mais ampla e duradoura. Quanto a ser as menções da "ponta pequena" dos capítulos 7 e 8 um único poder, vemos  suas ações, caráter e destino final coincidirem de maneira impressionante. Isto leva os estudiosos historicistas a entenderem que são duas representações do mesmo poder profético: o papado romano — primeiro em sua face político-persecutória (Daniel 7) e depois em sua influência religiosa corruptora (Daniel 8).

Ainda que as ações opressoras e perseguidoras  de Antioco IV Epifânio tenham uma importante significação na história de Israel, falta uma série de características necessárias para atingir as qualificações da ponta pequena como um poder que afetaria a obra do Senhor Jesus e lançaria a verdade por terra, especialmente considerando a dimensão universal com alcance  até os últimos dias da história deste mundo. 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

A Verdade que Restaura


 

Vivemos em um mundo inundado por vozes. Cada uma proclama sua versão da verdade: filosofias, ideologias, doutrinas religiosas, teorias científicas e crenças culturais. Nesse mar de relativismo, a verdade se tornou subjetiva — "cada um tem a sua". No entanto, existe uma verdade que não muda, que não depende de opinião ou tempo. Essa verdade é a Palavra de Deus, a Bíblia. E é uma verdade que restaura.

Jesus afirmou: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32). Essa liberdade não é apenas teórica ou intelectual. É uma libertação real — da idolatria, dos vícios, do orgulho, da ansiedade e de tantos outros grilhões que degradam o ser humano. A verdade de Deus restaura o coração, transforma a mente e conduz à verdadeira paz. É uma verdade que une justiça e amor, disciplina e compaixão.

Enquanto a filosofia levanta questões e propõe hipóteses, a Palavra de Deus dá respostas definitivas. Platão buscava a verdade no mundo das ideias; Nietzsche a rejeitava como construção do poder; Sartre a via como invenção do homem em busca de sentido. Já Agostinho de Hipona, influenciado pela Escritura, dizia: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.” Só a verdade divina é capaz de acalmar a alma, pois ela fala diretamente ao propósito da existência.

Ellen G. White, comentando sobre essa verdade, escreveu:
"A Bíblia é o único guia seguro na vida espiritual. Ela contém a única verdade que pode satisfazer às necessidades do coração humano. O poder que ela exerce sobre a mente e a consciência é a maior prova de sua origem divina." (Obreiros Evangélicos, p. 249).

A restauração que a verdade de Deus opera vai além de consolo momentâneo. Ela reforma o caráter, reconstrói famílias, cura feridas interiores e reconduz o ser humano à sua verdadeira identidade — criaturas feitas à imagem de um Deus de amor. Não se trata apenas de conhecimento, mas de transformação.

Em tempos onde se fala tanto em "minha verdade", o chamado divino ecoa com clareza: há uma verdade eterna, imutável e fiel. E essa verdade é uma Pessoa: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6). Jesus é a encarnação dessa verdade restauradora.

Portanto, em meio ao barulho das opiniões humanas, quem ouve a voz da Palavra de Deus encontra descanso, direção e cura. A verdade que restaura não é uma teoria — é a presença viva de Deus na alma, trazendo luz onde havia trevas, firmeza onde havia incerteza, e esperança onde havia dor.

terça-feira, 1 de julho de 2025

O Ataque ao Santuário Celestial e a Obra de Jesus Cristo !

 



O Santuário Celestial e o Ministério de Cristo

O Novo Testamento afirma com clareza que Cristo é o nosso único sumo sacerdote (Hebreus 8:1-3), que ministra em um santuário não feito por mãos humanas, mas no próprio céu. Esse ministério é essencial para a salvação, pois Cristo intercede por nós diante do Pai (Hebreus 7:25), e somente por meio Dele há perdão (I João 1:9; I Timóteo 2:5). Ele é o único mediador entre Deus e os homens, uma posição que nenhum ser humano pode ocupar legitimamente. Não obstante esta obra que está no âmago do plano da redenção seria atacada pelo inimigo de Deus, estabelecendo instituições e doutrinas que afastassem os crentes do verdadeiro sistema de intercessão estabelecido por Deus.

A Usurpação do Ministério de Cristo

A profecia de Daniel 8:10-12, revela um ataque direto não apenas ao povo de Deus, mas à própria obra intercessória de Cristo no santuário celestial. A expressão “tirou-lhe o sacrifício contínuo” e “lançou por terra a verdade” é interpretada como uma referência à distorção do ministério sacerdotal de Jesus por meio de um sistema religioso humano que usurpou Sua função como único Mediador entre Deus e os homens.

Esse ministério celestial de Jesus foi obscurecido e atacado durante a Idade Média, especialmente pelo sistema eclesiástico romano, o qual instituiu práticas e doutrinas que colocaram seres humanos — particularmente os sacerdotes, santos e o próprio papa — como mediadores entre Deus e os homens. Esse sistema é visto como o cumprimento da profecia de Paulo em 2 Tessalonicenses 2:3-9, onde ele descreve a ascensão do “homem da iniquidade” que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus, sentando-se no templo de Deus como se fosse o próprio Deus.

Eventos e Decretos que Contribuíram para a Opressão do Santuário Celestial

Ao longo da história da Igreja, diversos concílios e decretos contribuíram para essa mudança de foco do ministério celestial de Cristo para um sistema humano e terrestre de mediação. Alguns dos principais marcos incluem:

  1. Concílio de Cartago (397 d.C.)
    Reconheceu oficialmente a inclusão dos livros deuterocanônicos, fortalecendo a tradição sobre a Escritura, o que permitiu práticas como orações pelos mortos e veneração dos santos.

  2. Doutrina do Purgatório e Intercessão dos Santos (século V em diante)
    Desenvolvida por teólogos como Agostinho, essa doutrina abriu caminho para que os vivos intercedessem pelos mortos e vice-versa, substituindo a intercessão de Cristo.

  3. Declaração do Papa como "Vigário de Cristo" (Concílio de Latrão, 1123)
    Reforçou a ideia do papa como representante de Cristo na Terra, função que se aproximava perigosamente daquilo que pertence exclusivamente a Jesus.

  4. Instituição da Confissão Auricular Obrigatória (Concílio de Latrão IV, 1215)
    Tornou obrigatória a confissão dos pecados a um sacerdote, substituindo o livre acesso do crente a Cristo (Hebreus 4:14-16).

  5. Doutrina da Transubstanciação e Missa como Sacrifício (Concílio de Trento, 1545-1563)
    A missa passou a ser entendida como uma repetição do sacrifício de Cristo, negando o caráter único e suficiente do sacrifício na cruz (Hebreus 9:26-28).

  6. Canonização dos Santos e Culto às Relíquias
    Essas práticas desviaram ainda mais o foco da fé cristã do santuário celestial e de Cristo para mediações terrenas.

A Reforma Protestante e o Resgate da Verdade do Santuário

A Reforma Protestante do século XVI foi uma resposta direta a esse sistema. Reformadores como Martinho Lutero e João Calvino denunciaram o papado como a manifestação do “anticristo” ou “homem da iniquidade” descrito por Paulo, e reafirmaram a verdade central do evangelho: solus Christus — só Cristo é suficiente. Essa obra de restauração da compreensão e do entendimento do acesso direto a Deus por meio de Jesus, só seria completada a partir do século XIX, com a compreensão do "juízo investigativo" e da tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14.

Conclusão

A tentativa de usurpação ao Santuário Celestial e a obra no Senhor Jesus Cristo configura um dos mais tremendos e maléficos  ataques de Satanás na história do grande conflito.  A intercessão de Cristo no santuário celestial é o centro do plano da salvação, e qualquer sistema que a substitua, ofusque ou desvie os fiéis desse ministério está cumprindo profeticamente o papel do “chifre pequeno” — um poder que lança a verdade por terra e ataca o próprio santuário de Deus. Contudo, as profecias também apontam para a restauração final dessa verdade nos tempos do fim (Daniel 8:14), um tema fundamental para a missão e mensagem do povo de Deus neste último tempo antes da volta de Jesus Cristo.

terça-feira, 24 de junho de 2025

Como ter paz em um mundo em conflito



 

Vivemos em uma época marcada por incertezas, guerras, catástrofes naturais, crises econômicas e um crescente sentimento de ansiedade coletiva. A sensação de insegurança parece permear todos os âmbitos da vida: da política à vida pessoal, das relações sociais ao ambiente interior de cada ser humano. Nesse cenário de instabilidade, a busca por paz se torna urgente e profunda. Mas é possível experimentar verdadeira paz em um mundo em conflito?

Jesus respondeu a essa questão há dois mil anos com palavras que ainda ecoam com força e relevância. Em João 16:33, Ele afirmou:
“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo: eu venci o mundo.”
E em João 14:27, Ele prometeu:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

Essas palavras de Jesus não ignoram a realidade do sofrimento — pelo contrário, Ele reconhece que o mundo é um lugar de aflições. Mas ao mesmo tempo, aponta para uma paz que transcende as circunstâncias externas: uma paz que nasce da comunhão com Ele.

Uma utopia ou uma realidade?

Para muitos, a proposta de Jesus pode parecer utópica. Em meio a tanto sofrimento real, como aceitar que seja possível experimentar paz? Seria isso apenas um consolo psicológico para suportar a dor inevitável? A resposta está no próprio testemunho dos que seguiram — e ainda seguem — a Cristo.

Os discípulos, que ouviram essas palavras diretamente de Jesus, enfrentaram prisões, perseguições e martírios. Ainda assim, escreveram sobre a “paz que excede todo entendimento” (Filipenses 4:7), sobre o “gozo indizível” mesmo em meio às tribulações (1 Pedro 1:8). O que havia de tão real neles que os capacitava a viver com coragem, esperança e serenidade mesmo em tempos sombrios?

A resposta não está em uma técnica psicológica ou em um isolamento da realidade, mas na presença viva de Cristo em seus corações. A paz de Jesus não é a ausência de problemas, mas a presença de Deus. Ela não é superficial, mas nasce do perdão, da reconciliação, da esperança da vida eterna e da certeza de que Deus está no controle, mesmo quando tudo parece caótico.

Como experimentar essa paz hoje?

  1. Confiar em Cristo — A paz começa quando deixamos de tentar controlar tudo e colocamos nossa confiança em Jesus. Isso implica crer que Ele venceu o mundo e que, apesar das circunstâncias, sua vitória se estende a nós.

  2. Meditar em suas promessas — Em vez de alimentar a mente com medo e desespero, podemos escolher nos alimentar da Palavra de Deus, onde encontramos promessas de cuidado, direção e vida abundante.

  3. Viver em comunhão com Deus — A oração, a adoração e o relacionamento diário com Deus transformam o coração. É nesse lugar secreto com Deus que a alma encontra descanso.

  4. Agir com esperança — A paz cristã não é passiva. Ela nos move a ser instrumentos de paz no mundo — ajudando, acolhendo, servindo. Mesmo em um mundo em conflito, podemos ser canais da paz de Cristo.

Uma paz que permanece

A proposta de Jesus não é uma utopia. É uma promessa real, experimentada ao longo dos séculos por homens e mulheres que, mesmo em tempos de guerra, perseguição, perdas e dor, permaneceram firmes, confiantes e serenos. A paz que Ele dá não depende de um mundo em ordem, mas de um coração que confia n’Ele.

Em tempos de colapso emocional e crises existenciais, essa paz se torna não apenas desejável, mas essencial. E ela continua disponível a todos que se voltam a Jesus — o Príncipe da Paz — e decidem viver com Ele, apesar do caos ao redor.

"No mundo, tereis aflições... mas tende bom ânimo." Essa não é uma promessa de ausência de dor, mas de presença divina. E onde Deus está, a paz reina — mesmo em meio à tempestade.


sexta-feira, 20 de junho de 2025

Qual o significado do atual apoio da direita americana à Igreja Católica?

 


A recente aproximação entre lideranças políticas da direita americana e a Igreja Católica, como as  declarações e iniciativas de figuras como Rick Warren, que têm procurado pontes de diálogo com a referida igreja, suscita reflexões à luz da profecia bíblica sobre os eventos finais. Esse fenômeno não é apenas um movimento político ou social, mas também apresenta possíveis implicações espirituais que remetem às profecias de Apocalipse e à compreensão dos últimos dias. Sob esse prisma, destacam-se alguns aspectos fundamentais: 

A ferida que se cura (Apocalipse 13:3)

O capítulo 13 de Apocalipse descreve a besta que recebeu uma “ferida mortal”, mas que seria curada, levando “toda a terra a se maravilhar”. O papado, sofreu um “ferimento mortal”  em 1798, com a captura do papa Pio VI pelas tropas de Napoleão. De lá para cá houve uma restauração gradativa da influência global da Igreja Católica.

A aliança crescente entre a direita americana e o Vaticano pode ser vista como parte desse processo. Muitas lideranças conservadoras buscam no catolicismo um aliado em questões como a defesa da moralidade tradicional, o combate ao secularismo e a promoção de valores cristãos na política. Esse apoio não apenas fortalece a influência política do papado, mas também prepara o cenário para uma liderança religiosa e moral global, em consonância com as profecias.

O ecumenismo como sinal dos últimos dias (Apocalipse 16:13, 14)

Apocalipse 16 apresenta três espíritos imundos semelhantes a rãs que promovem a união entre reis da terra e poderes religiosos para a batalha do Armagedom. A visão adventista entende esse movimento como um simbolismo do ecumenismo moderno, que busca unir religiões em torno de objetivos comuns, muitas vezes às custas de verdades fundamentais da fé bíblica.

O apoio da direita americana à Igreja Católica é parte desse contexto. Embora motivado por interesses políticos e culturais, o ecumenismo também avança como uma ponte entre denominações protestantes e o papado. Esse movimento cumpre as profecias sobre uma aliança global entre poderes religiosos e políticos, preparando o cenário para os eventos finais.

Abandono das verdades bíblicas (2 Tessalonicenses 2:3, 4)

Paulo alerta em 2 Tessalonicenses sobre uma grande apostasia e a manifestação do homem do pecado, que se exalta acima de Deus. Esta previsão da perda das verdades bíblicas vem se cumprindo ao longo da história e atinge o seu ápice agora no tempo do fim.

A colaboração da direita americana com o papado reflete, em parte, o abandono de princípios bíblicos por muitas igrejas protestantes. A busca por unidade ecumênica frequentemente resulta em negligenciar diferenças doutrinárias cruciais, como a centralidade da Palavra de Deus e a autoridade dos Dez Mandamentos. Esse abandono é um sinal claro dos tempos e aponta para o cumprimento das profecias.

A sacralização do domingo e a pressão final (Apocalipse 13:15-17)

A imposição do domingo como dia de repouso universal é um ponto de destaque na escatologia adventista. Ellen White previu que a colaboração entre católicos e protestantes levaria à legislação dominical, que culminaria na perseguição dos que guardam o sábado bíblico.

A direita americana, muitas vezes comprometida com a ideia de restaurar “valores cristãos”, pode desempenhar um papel crucial nesse processo. A promoção de leis dominicais, inicialmente apresentadas como soluções para problemas sociais e ambientais,  evoluirá para um mecanismo de coerção religiosa. Apocalipse 13 descreve que aqueles que se recusarem a aceitar esse sistema serão impedidos de comprar ou vender, enfrentando severa opressão.

Conclusão

O apoio da direita americana à Igreja Católica representa mais do que uma aliança política; é um passo significativo no cumprimento das profecias bíblicas sobre os últimos dias. Esse movimento é um sinal de que o retorno de Cristo está próximo. Diante disso, é essencial permanecer fiel às verdades bíblicas, estudar as Escrituras e proclamar a mensagem de advertência contida em Apocalipse 14, preparando-se para os desafios e a gloriosa redenção que se aproxima.





quinta-feira, 12 de junho de 2025

As Pessoas que lutaram com Deus !

 


Ao longo das Escrituras, vemos que algumas das maiores vitórias espirituais foram concedidas àqueles que demonstraram perseverança, resignação e uma fé inabalável. Não se trata de uma fé meramente passiva, mas de uma disposição ativa de lutar com Deus — não contra Ele — como quem sabe que somente d’Ele pode vir a verdadeira bênção.

Um exemplo marcante é o de Jacó, que lutou com um anjo durante toda a noite (Gênesis 32:24-30). Este episódio é profundamente simbólico: Jacó, em desespero, não fugiu, não desistiu, não exigiu. Ele lutou, agarrou-se ao anjo e declarou: "Não te deixarei ir se não me abençoares." Mesmo ferido, Jacó permaneceu firme. Sua persistência e humildade foram recompensadas com um novo nome — Israel, “aquele que luta com Deus” — e com uma bênção que o transformou para sempre.

Outro exemplo é a mulher siro-fenícia (Marcos 7:24-30). Gentia e excluída dos privilégios do povo judeu, ela se aproximou de Jesus implorando a libertação da filha. A resposta inicial de Jesus parece dura: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos." Contudo, ela não se ofendeu, não se afastou, não se revoltou. Com resignação e fé, ela respondeu: "Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos." Essa resposta, cheia de humildade e confiança, fez Jesus exclamar: "Grande é a tua fé!" E sua filha foi curada naquele instante.

Lembramos ainda do paralítico junto ao tanque de Betesda (João 5:1-9). Por trinta e oito anos, ele permaneceu ali, esperando que as águas se movessem e alguém o ajudasse a entrar no tanque. Décadas de espera, sofrimento e frustração. Mas ele não amaldiçoou a Deus, não se revoltou, não desistiu. E, num determinado dia  Jesus se aproximou e lhe perguntou: "Queres ser curado?" Ao ouvir sua história, Jesus simplesmente lhe disse: "Levanta-te, toma o teu leito e anda." E naquele momento, a cura chegou.

Esses personagens contrastam fortemente com a atitude de Caim, que, ao ver que Deus não se agradou de sua oferta, se encheu de ira e revolta. Em vez de humildemente buscar entender a vontade de Deus e corrigir seu caminho, Caim preferiu culpar, julgar e, por fim, cometer um crime terrível. Sua indignação e falta de resignação o afastaram da presença de Deus.

Em todos esses casos, vemos que a vitória espiritual não está em vencer Deus, mas em não desistir d’Ele, mesmo quando Ele parece distante, silencioso ou até mesmo duro. Aqueles que perseveram, que aceitam a aparente demora ou silêncio divino com fé e humildade, são os que, no tempo certo, colhem frutos eternos.

A verdadeira luta espiritual é marcada pela persistência na fé, pela rendição voluntária ao tempo e à vontade de Deus. Não é uma fé que exige, mas uma fé que espera; não é uma alma que acusa, mas que se submete e confia. Aí está um dos segredos mais profundos da vida espiritual: lutar com Deus, não para vencer, mas para ser transformado.

sábado, 7 de junho de 2025

As Provações como preparo para as Grandes Vitórias da Vida !

 


A história sagrada está repleta de exemplos que destacam o valor da paciência e da fidelidade durante os períodos de provação e espera. Por meio da vida de personagens como José, Moisés e Daniel, aprendemos que as dificuldades podem se tornar o terreno fértil onde Deus molda o caráter e prepara Seus servos para grandes vitórias.

José foi vendido como escravo por seus próprios irmãos, traído e separado de sua família em um ato de profunda injustiça. No Egito, sua fidelidade a Deus permaneceu inabalável, mesmo ao ser falsamente acusado pela esposa de Potifar e lançado na prisão. Durante os anos de espera e sofrimento, José manteve sua confiança em Deus, acreditando que Suas promessas se cumpririam. No tempo devido, foi elevado ao posto de governador do Egito, salvando não apenas sua família, mas toda uma nação da fome. Ellen White escreve:

"Deus permitiu que ele fosse educado na escola da aflição. O Senhor estava preparando José para uma posição de grande responsabilidade e honra, e ele submeteu-se ao treinamento necessário." (Patriarcas e Profetas, p. 218)

Moisés, criado como príncipe no Egito, foi chamado por Deus para libertar Israel da escravidão. Contudo, antes de assumir essa missão, passou quarenta anos em Midiã, vivendo como pastor no deserto. Durante esse tempo, Deus moldou seu caráter, ensinando-lhe paciência, humildade e dependência divina. Foi ali, longe do poder e da glória do Egito, que Moisés aprendeu a ouvir a voz de Deus e a confiar n’Ele para conduzir Seu povo. Ellen White afirma:

"O silêncio do deserto foi um descanso bem-vindo para aquele cuja vida havia sido cheia de excitação e tumulto. Em sua tranquila vida pastoril, cercado apenas pelos montes, as planícies e os céus estrelados, ele comungava com Deus." (Patriarcas e Profetas, p. 247)

Levado cativo para Babilônia ainda jovem, Daniel enfrentou inúmeras provações. Apesar de estar em um ambiente que promovia a idolatria e a corrupção, ele permaneceu fiel aos princípios divinos, recusando-se a comprometer sua fé. Sua paciência e fidelidade foram recompensadas com sabedoria, influência e a proteção de Deus, mesmo em situações como a cova dos leões. Ellen White comenta:

"Daniel e seus companheiros eram jovens de princípios firmes. Por meio da fé em Deus, foram firmes nas provas e triunfaram, porque entregaram suas vidas inteiramente ao controle divino." (Profetas e Reis, p. 482)

A Lição para Nós Hoje

As histórias de José, Moisés e Daniel nos mostram que Deus usa as provas da vida para nos preparar para missões maiores. A espera pode parecer longa, mas cada dificuldade é uma oportunidade de crescimento. Ellen White resume esse princípio ao dizer:

"Os que estão dispostos a ser ensinados por Deus aprenderão preciosas lições em meio às provas e dificuldades." (Testemunhos para a Igreja, vol. 9, p. 284)

Assim como esses servos de Deus, sejamos pacientes e fiéis, confiando que Ele está conduzindo todas as coisas para o nosso bem e para a Sua glória.


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Novo Censo demográfico indica aumento do número de Evangélicos no Brasil

 


O percentual de evangélicos no Brasil bateu recorde e chegou a 26,9% da população, revelaram dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

📈No último Censo, em 2010, 21,6% dos brasileiros se declaravam evangélicos – o que mostra um aumento de 5,2 pontos percentuais. Em 1890, quando se começou a ter estatística sobre este grupo, apenas 1% da população se declarava evangélica.

📉Já o número de católicos chegou ao menor patamar da história56,7% dos brasileiros. Eles já foram 99,7% em 1872.

Quando se olha por faixa etária, o percentual de evangélicos sobe entre os mais jovens. Entre os brasileiros de 10 a 14 anos, 31,6% se declaram evangélicos. Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, são 28,9%.




Saiba mais <aqui>


NotaNão podemos deixar de lembrar que o termo “evangélico” tem alterado sua conotação no decorrer das últimas décadas. Na primeira metade do século XX era mais forte o segmento dos evangélicos tradicionais. Já na segunda metade daquele século se tornou mais forte os evangélicos pentecostais e no século XXI o neopentecostalismo. Dentro deste segmento a característica que tem se tornado a tônica principal é as “igrejas coach”, que servem seus membros com uma gama de “benefícios” psicológicos e emocionais onde a ênfase está na teologia do EU e não na teologia da CRUZ. Assim sem querer desmerecer o que representa o termo “Evangélicos” na atualidade, a realidade dos fatos é que há um distanciamento da visão de outrora, sendo já quase imperceptível o espírito e o fervor da primitiva igreja do Senhor Jesus Cristo.