quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O que nos dizem os vários mitos do Dilúvio?

 

A presença de relatos de um grande dilúvio em civilizações antigas espalhadas pelo mundo, como os sumérios, babilônios, gregos, chineses, indígenas americanos e até povos africanos e austronésios, tem sido objeto de fascínio tanto para historiadores quanto para teólogos. Esses mitos, embora variem em detalhes, apresentam um tema comum: a destruição quase total da humanidade por uma inundação universal, seguida pela preservação de alguns sobreviventes escolhidos.

Para a fé cristã, essa recorrência possui um profundo significado. Em primeiro lugar, ela reforça a historicidade e universalidade do relato bíblico de Noé, descrito em Gênesis 6–9. O fato de tantos povos, separados por grandes distâncias geográficas e culturais, possuírem memórias semelhantes de uma catástrofe aquática sugere que possa haver um núcleo histórico comum, preservado e reinterpretado em diferentes tradições. Muitos estudiosos cristãos veem nisso uma confirmação indireta da veracidade do relato bíblico: a narrativa de Noé não seria uma invenção isolada, mas a preservação mais fiel de um evento real vivido pelos ancestrais da humanidade.

Por outro lado, a presença de mitos semelhantes também é interpretada teologicamente como um reflexo da realidade espiritual da humanidade. Mesmo após a dispersão dos povos, permanecem vestígios de uma memória comum do juízo divino e da salvação — temas centrais da fé cristã. Assim, os mitos de dilúvio em outras culturas podem ser vistos como ecos distorcidos da verdade original, preservados na consciência humana como lembranças arquetípicas do pecado, do castigo e da misericórdia divina.

Além disso, essa convergência de narrativas permite aos cristãos reconhecer a ação de Deus na história universal, não restrita a Israel, mas manifesta também nas tradições e mitos de outros povos. Isso aprofunda a compreensão da fé cristã como universal, capaz de dialogar com culturas distintas e encontrar nelas sinais de uma verdade comum da origem dos povos
.

Em resumo, os mitos de dilúvio presentes em diversas culturas não enfraquecem a fé cristã — pelo contrário, podem fortalecê-la, mostrando que a mensagem bíblica ressoa com a experiência e a memória espiritual de toda a humanidade. A história de Noé, portanto, é mais do que um relato antigo: é um testemunho da justiça e da graça de Deus, inscrito não apenas nas páginas da Escritura, mas também na própria memória coletiva da humanidade.

Exemplos Específicos de Mitos de Dilúvio:

  • Mesopotâmia – Utnapishtim: No relato da épica de Gilgamesh, Utnapishtim é advertido pela divindade Ea (ou Enki) de que os deuses decidiram inundar a terra porque a humanidade estava fazendo demasiado barulho. Ele constrói uma embarcação, salva sua família e todos os seres vivos, e após o dilúvio recebe imortalidade. 

  • Grécia – Deucalião e Pirra: Segundo a mitologia grega, Deucalião e sua esposa Pirra foram os únicos sobreviventes de um dilúvio enviado por Zeus por causa da maldade humana. Eles sobreviveram numa arca ou baú, e ao final repovoaram a terra atirando pedras que se transformaram em pessoas. 

  • Índia – Manu e o Matsya: Na tradição hindu, Manu é avisado por um peixe divino (Matsya, avatar de Vishnu) de que a inundação virá. Ele constrói uma barca, reúne sementes de vida, e após o dilúvio restabelece a humanidade. 

  • Andes – Unu Pachakuti: No mito dos povos andinos, o deus criador Viracocha envia uma inundação (Unu Pachakuti) para destruírem-se os humanos indisciplinados, poupando um homem e uma mulher que repovoariam o mundo. 


Referências

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Por que o mundo não leva a sério a volta de Jesus?

 



Dwight L. Moody, o grande evangelista do século XIX, costumava contar uma história singela, mas cheia de verdade espiritual.

Um circo havia se instalado perto de uma pequena vila. Numa noite tranquila, um incêndio começou de forma inesperada — uma lamparina tombou, as lonas secas se inflamaram, e logo as chamas se espalharam. O diretor, tomado pelo desespero, gritou:

“Corram à vila e avisem! Peçam ajuda, antes que o fogo alcance as casas!”

Os primeiros a saírem foram os palhaços. Estavam prontos, com suas roupas coloridas e rostos pintados. Correram pela estrada, gritando:

“Fogo! Fogo! O circo está pegando fogo!”

Mas, ao chegarem à vila, as pessoas riram. Achavam que era apenas mais uma brincadeira, uma forma de chamar a atenção para o espetáculo. Quanto mais os palhaços insistiam, mais os moradores zombavam.
E enquanto o povo ria, o fogo avançava.
Quando finalmente perceberam a verdade, era tarde demais — o circo e a vila estavam em ruínas.

Moody usava essa história como uma parábola espiritual. Quantas vezes, ele dizia, a humanidade reage do mesmo modo diante dos avisos de Deus! As pessoas ouvem falar de juízo, de arrependimento, de salvação, e pensam que é apenas mais uma fábula religiosa — um conto piedoso para assustar ou emocionar. Riem, zombam, ou simplesmente ignoram.

Mas há também uma advertência para os mensageiros.
Os palhaços, ainda que falassem a verdade, pareciam parte de uma comédia. Sua aparência contradizia a urgência da mensagem. Da mesma forma, hoje há cristãos que anunciam a breve volta de Cristo, mas suas vidas não testemunham o poder dessa esperança. Falamos de arrependimento, mas vivemos distraídos. Pregamos sobre santidade, mas com o coração dividido. Dizemos que o tempo é curto, mas agimos como se houvesse séculos à frente.

Talvez o mundo não acredite não apenas porque não quer ouvir, mas porque nós não parecemos convencidos daquilo que dizemos.

O fogo já começou a arder. As profecias se cumprem diante dos nossos olhos. O tempo da graça se aproxima do fim. E, enquanto muitos ainda riem, o Espírito Santo clama:

“Desperta, tu que dormes!”

Que não sejamos palhaços gritando em vão, mas voz viva e verdadeira, marcada por convicção, amor e poder.
Que cada palavra nossa, cada atitude, cada gesto, seja um testemunho de que Jesus está às portas, e que há salvação para quem crê.

“Eis que venho sem demora, e comigo está a recompensa que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.”
(Apocalipse 22:12)

 Oração:
Senhor, desperta-nos para a realidade da Tua vinda. Que nossas palavras não sejam apenas ecos vazios, mas testemunhos vivos da Tua verdade. Dá-nos convicção, pureza e fervor, para que o mundo veja em nós a luz da esperança e não apenas o reflexo da indiferença. Em nome de Jesus, amém.



quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Vaticano dá uma repaginada no dogma Mariano mas permanece a essência

 


A Igreja Católica atualizou a terminologia usada a Maria - saiba mais <aqui>. Possivelmente esteja  realinhando sua linguagem sobre Maria para mitigar críticas, especialmente de evangélicos e protestantes.  Tradicionalmente, títulos como "Medianeira de Todas as Graças" e "Corredentora" atribuem a Maria um papel cooperativo singular na redenção, embora subordinado a Cristo. A recente mudança terminológica busca suavizar essa percepção, mas, pelo que se pode observar, a crença subjacente permanece. A mediação dos santos, com Maria como figura central, é justificada pela doutrina da communio sanctorum (comunhão dos santos), onde os fiéis no céu intercedem pelos vivos.

O Ensino Bíblico sobre Mediação e Intercessão

A Bíblia, no entanto, apresenta uma visão distinta, enfatizando Cristo como o único mediador entre Deus e a humanidade. Vários textos fundamentam essa perspectiva:

  1. 1 Timóteo 2:5: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem". Este versículo estabelece explicitamente a mediação exclusiva de Cristo, sem mencionar co-mediadores.

  2. Atos 4:12: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". A salvação é vinculada exclusivamente a Jesus.

  3. João 14:13-14 e 15:16: Jesus ensina que orações devem ser feitas em seu nome, com a promessa de serem atendidas pelo Pai. A intercessão é dirigida a Deus através de Cristo, não por intermédio de outros.

  4. Apocalipse 22:8-9: Quando João se prostra diante de um anjo para adorá-lo, este responde: "Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus". O texto rejeita veementemente qualquer mediação que desvie a adoração exclusiva a Deus.

  5. Eclesiastes 9:5: Declara qual é a condição dos mortos que "dormiram" na expectativa da ressurreição é de total inconsciência e não participação das coisas que se passam na Terra. "Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem". Este versículo pode ser usado para questionar a doutrina da intercessão dos santos, por esclarecer que os falecidos não têm consciência ativa dos assuntos terrestres.

Contraste e Conclusão

O contraste é evidente: enquanto a tradição católica desenvolveu um sistema de intercessão mariana e dos santos, a Bíblia concentra a mediação exclusivamente em Cristo. A iniciativa do Vaticano de suavizar a linguagem pode ser vista como um esforço diplomático para reduzir atritos, mas não altera a substância doutrinária que permanece em desacordo com as Escrituras.

A Bíblia é clara: Jesus é o único caminho (João 14:6), e qualquer tentativa de estabelecer outros intercessores deturpa e obscurece a suficiência de sua obra como redentor e mediador no santuário celestial (Hebreus 4:15-16). 


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Quando Permanecer é o Maior Ato de Fé

 


Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1 Coríntios 15:58).


Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” ( Gálatas 6:9).

Há dias em que precisamos resistir na fé. As respostas não vêm, o ânimo se esgota e a rotina espiritual se torna um esforço. Nessas horas, a exortação de Paulo é um lembrete amoroso: “Sede firmes e constantes.”

A firmeza na fé não nasce de sentimentos, mas de uma decisão diária de confiar em Deus, mesmo quando o coração se sente vazio. Ser constante é continuar orando quando tudo parece igual, é manter o olhar em Cristo quando o mundo grita por distração.

O salmista entendeu esse segredo:

“Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.” (Salmo 119:11)

A Palavra de Deus é a âncora da alma. É dela que tiramos forças quando o desânimo vem e as tentações nos cercam. Ellen G. White escreveu:

“Somente aqueles que fortaleceram o espírito com as verdades da Bíblia poderão resistir no último grande conflito.”
(O Grande Conflito, p. 593)

Deus não desperdiça nossas lutas. Cada provação é um degrau de fé. Mesmo quando o secularismo tenta apagar a chama da devoção, somos chamados a resistir — não pela força própria, mas pela graça que nos sustenta.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Romanos 12:2)

A fidelidade, em tempos de incredulidade, é um testemunho poderoso. E cada gesto, cada oração, cada ato de bondade feito em Cristo tem valor eterno.
Ellen White assegura:

“Nenhum ato de amor, nenhuma palavra de bondade, nenhuma oração sincera é perdida.”
(Testemunhos para a Igreja, vol. 6, p. 307)

Permanecer é, muitas vezes, o maior ato de fé. Mesmo quando não há emoção, mesmo quando a colheita parece distante, Deus está trabalhando. A constância no bem é a prova do amor verdadeiro por Cristo.


🙏 Oração

Senhor, dá-me força para permanecer firme quando as provações vierem. Que Tua Palavra renove minha mente e Teu Espírito mantenha viva a chama da fé em meu coração. Que eu jamais me canse de fazer o bem, lembrando que em Ti nada é em vão. Amém.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Ainda é Tempo de Buscar a Palavra do Senhor!

 



“Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.” — Amós 8:11

Vivemos em dias solenes. O profeta Amós falou de um tempo em que a maior necessidade do mundo não seria alimento nem água, mas a Palavra de Deus — e esse tempo está chegando. Já vemos uma geração faminta de sentido, de verdade e de paz, mas que muitas vezes rejeita a única fonte que pode saciar: o próprio Senhor.

A Palavra ainda está aberta. O Espírito ainda fala. A graça ainda está sendo oferecida. Mas por quanto tempo? Amós diz: “Eis que vêm dias...” — e esses dias estão às portas.

Jesus contou a parábola das dez virgens para nos lembrar desse mesmo perigo. Todas esperavam o Noivo, todas tinham lâmpadas, mas apenas cinco tinham azeite suficiente. Quando o clamor ecoou — “Eis o Noivo!” —, as loucas perceberam que suas lâmpadas estavam apagando. Foram buscar azeite... mas era tarde demais. A porta se fechou.

Quantas vezes fazemos o mesmo? Dizemos: “Quando eu tiver tempo, buscarei mais a Deus.”
“Quando a vida acalmar, orarei mais.”
Mas o tempo de buscar é hoje, não amanhã. A voz do Espírito sussurra: “Filho, volta-te para Mim agora. Enche tua lâmpada enquanto há luz.”

A fome espiritual que virá não será por falta de Bíblia nas prateleiras, mas por falta de sensibilidade no coração. Muitos procurarão ouvir a voz de Deus quando já não for possível — porque a graça terá se encerrado, e o Espírito se retirado daqueles que o resistiram.

Hoje, porém, ainda há esperança. O convite ainda está vivo:

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55:6)

Deus não quer que ninguém pereça. Ele espera por corações sinceros, por vidas que desejam ser cheias do Seu Espírito. Este é o tempo de encher a lâmpada, de fortalecer a fé, de ouvir e guardar a Palavra.

Não espere a crise para buscar o Senhor. Busque agora, enquanto há paz, enquanto há tempo, enquanto o Céu ainda chama pelo seu nome.

Hoje é o tempo de buscar o Senhor — porque o amanhã pode ser tarde demais.




 


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O Que Pode Roubar a Salvação?

 


“Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”
Apocalipse 3:11

A advertência de Cristo à igreja é clara e urgente: “Guarda o que tens”. Isso significa zelo, vigilância e constância espiritual. O perigo não está apenas fora de nós — nas tentações, nas pressões do mundo ou nas falsas doutrinas — mas também dentro de nós, na forma como tratamos aquilo que Deus já nos revelou. Muitos não perdem a salvação por ignorância, mas por negligência.

A seguir, alguns fatores que podem “roubar a coroa” prometida aos fiéis:

1. Falta de atenção ao que importa

Vivemos cercados de informação espiritual. Sermões, estudos bíblicos e mensagens estão por toda parte. No entanto, o problema não é saber pouco, mas não dar atenção ao essencial. A distração é um inimigo silencioso da fé. Como Marta, muitos estão ocupados com muito servir, mas esquecem de se assentar aos pés de Jesus (Lucas 10:41–42). A salvação se perde quando o coração se dispersa do foco principal: o relacionamento com Cristo.

2. Sempre adiar (procrastinação)

Há quem saiba o que precisa mudar, mas adia o arrependimento. Como Félix diante de Paulo, diz: “Por agora, vai-te; em tendo oportunidade te chamarei” (Atos 24:25). A procrastinação espiritual é uma armadilha do inimigo, que transforma “amanhã” em “nunca”. Cada adiamento é um passo mais longe da graça ativa de Deus.

3. Saber, mas justificar (dissonância)

Outro perigo é racionalizar o erro. A mente tenta equilibrar o pecado com justificativas: “todos fazem”, “Deus entende”, “não é tão grave”. Esse autoengano endurece o coração e apaga a sensibilidade à voz do Espírito Santo. Em vez de confessar e abandonar, preferimos explicar e manter. A dissonância entre o que cremos e o que fazemos rouba a paz e corrói a fé.

4. Considerar-se cansado para cuidar (fadiga moral)

Muitos se esgotam na luta contra o pecado e acabam rendendo-se à fadiga espiritual. Cansam-se de vigiar, de orar, de lutar contra as mesmas fraquezas. O desânimo os faz deixar o terreno livre para o inimigo. É preciso lembrar que “os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Isaías 40:31). O cuidado da salvação exige perseverança e descanso em Cristo, não desistência.

5. Acostumar-se com o risco (normalização)

Quando o perigo se torna rotina, a consciência se acomoda. O pecado repetido passa a parecer inofensivo. Pequenas concessões se tornam hábitos, e o coração já não sente o frio espiritual que o cerca. Assim como o comandante do Titanic recebeu sete avisos sobre icebergs e mesmo assim manteve o curso, muitos recebem advertências do Espírito e as ignoram. O resultado é trágico: a colisão com o iceberg da própria negligência.

Conclusão

Às vezes, o que ameaça nossa salvação não é o grande naufrágio do pecado público, mas pequenas rachaduras não tratadas no casco do coração. São pecados e falhas de caráter que preferimos não levar ao Médico dos médicos, Jesus Cristo. Ele é o único que pode curar, restaurar e fortalecer nossa fé.

O chamado de Apocalipse 3:11 é um lembrete amoroso e firme: “Guarda o que tens.” Vigia, cuida, examina-te. Não permita que o descuido, a justificativa, o cansaço ou a acomodação roubem o tesouro da salvação que Cristo te deu ao preço do seu sangue.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:22)

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A Violência nos Dias de Noé e nos Dias de Hoje!

 


A Bíblia relata que, nos dias de Noé, “a terra estava corrompida diante de Deus e cheia de violência” (Gênesis 6:11). Era um tempo em que a maldade humana havia atingido níveis insuportáveis, e a violência se tornara o idioma dominante da sociedade. Cada coração parecia endurecido, e o respeito pela vida havia desaparecido. Foi nesse contexto sombrio que Deus decidiu intervir, enviando o dilúvio como juízo, mas também como um novo começo para a humanidade.

Quando olhamos para o mundo atual, é impossível não perceber o paralelo. A violência voltou a dominar as manchetes e os corações. Em Gaza, ataques e bombardeios continuam a ceifar vidas inocentes, e a trégua tão esperada parece cada vez mais frágil. No Rio de Janeiro, corpos são encontrados após confrontos violentos, revelando o drama diário de comunidades marcadas pelo medo e pela insegurança. No Sudão, centenas foram mortas em ataques brutais dentro de hospitais, mais uma prova do colapso moral e da crueldade que se espalha pelo mundo.

Enquanto isso, os Estados Unidos atacam embarcações com mísseis sob suspeita de tráfico, e a guerra entre Rússia e Ucrânia segue deixando um rastro de milhares de mortos. A violência não está mais restrita a uma região ou a um tipo de conflito; ela se tornou global, contínua e cada vez mais normalizada.

Diante desse cenário, muitos se perguntam: Será este o sinal do fim? Estaríamos próximos da volta de Jesus?
O próprio Cristo respondeu:

“E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem.”
(Mateus 24:37)

Ou seja, os tempos que precederiam Sua volta seriam marcados por uma sociedade semelhante àquela dos dias de Noé — violenta, indiferente a Deus e tomada por egoísmo e crueldade.

Assim, cada notícia de guerra, cada vida perdida pela injustiça e cada ato de brutalidade humana ecoam o alerta profético: estamos vivendo dias semelhantes aos de Noé. Mas, assim como naquele tempo houve um refúgio — a arca —, hoje há também um convite à salvação: entrar em Cristo, o verdadeiro refúgio seguro antes que o juízo final venha sobre a Terra.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto.”
(Isaías 55:6).


Fontes:

  • The Guardian – “Israeli strikes in Gaza overnight as ceasefire looks increasingly fragile”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: theguardian.com

  • UOL Notícias – “Corpos são encontrados após confrontos no Rio de Janeiro”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: noticias.uol.com.br

  • The Guardian – “Hundreds reportedly killed at Sudanese hospital as evidence of RSF atrocities mounts”, 29 de outubro de 2025. Disponível em: theguardian.com

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