sábado, 15 de março de 2025

Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos?


      A obra: 'Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?', escrita pelo renomado teólogo Oscar Culmann em meados do século XX sacudiu o mundo cristão da época, chamando a atenção para algo que é revelado pela Escritura Sagrada e corroborado pela própria lógica, ou seja,  que são incompatíveis entre si as crenças da  imortalidade da alma com a ressurreição.

    Segue abaixo um trecho da introdução da referida obra:

"Se perguntássemos hoje a um cristão comum ( quer um bem versado protestante ou católico, quer não) sobre o que ele pensa ser o ensino do Novo Testamento a respeito do ensino do homem após a morte, com poucas exceções saberíamos a resposta: ' A imortalidade da alma.'  No entanto essa  ideia amplamente aceita é um dos maiores equívocos do cristianismo. Não há razão para tentar esconder este fato, ou clamufá-lo, reinterpretando a fé cristã. Isto é algo que deve ser discutido com toda franqueza.

Mas, será mesmo verdade que a fé dos primitivos cristãos na ressurreição é incompatível com o conceito grego da imortalidade da alma? Não ensina o Novo Testamento, sobretudo o Evangelho de João, que já temos a vida eterna? Será que a morte no Novo Testamento é sempre concebida como o "último inimigo" duma maneira diametralmente oposta à do pensamento grego, que vê na morte um amigo?  Não escreve Paulo: "Ó morte, onde está o teu aguilhão?" Veremos no final que existe pelo menos uma analogia, mas primeiro salientar as diferenças fundamentais entre os dois conceitos."   

    A doutrina da imortalidade da alma é incompatível com a ressurreição porque, entre outras coisas, antecipa a recompensa eterna desfazendo a necessidade do juízo, também acaba desfazendo a realidade e consequência ultima do pecado. Porque me preocuparei em abandonar o pecado se sou inerentemente imortal? 
    Esta falsa doutrina que adentrou no seio do cristianismo  foi resultado do sincretismo religioso e cultural nos primeiros séculos, sobretudo pela influência grega. A Bíblia ensina que o homem é mortal em virtude da queda no pecado (Gên 2.17, Rom. 5:12-21). A condição da imortalidade só será possível depois da ressurreição para os que morrerem salvos ou para os que estiverem vivos na segunda vinda de Jesus e serão transformados num abrir e piscar de olhos. (I Cor, 15:51-52). Saiba mais <aqui>.





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