A obra: 'Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?', escrita pelo renomado teólogo Oscar Culmann em meados do século XX sacudiu o mundo cristão da época, chamando a atenção para algo que é revelado pela Escritura Sagrada e corroborado pela própria lógica, ou seja, que são incompatíveis entre si as crenças da imortalidade da alma com a ressurreição.
Segue abaixo um trecho da introdução da referida obra:
"Se perguntássemos hoje a um cristão comum ( quer um bem versado protestante ou católico, quer não) sobre o que ele pensa ser o ensino do Novo Testamento a respeito do ensino do homem após a morte, com poucas exceções saberíamos a resposta: ' A imortalidade da alma.' No entanto essa ideia amplamente aceita é um dos maiores equívocos do cristianismo. Não há razão para tentar esconder este fato, ou clamufá-lo, reinterpretando a fé cristã. Isto é algo que deve ser discutido com toda franqueza.
Mas, será mesmo verdade que a fé dos primitivos cristãos na ressurreição é incompatível com o conceito grego da imortalidade da alma? Não ensina o Novo Testamento, sobretudo o Evangelho de João, que já temos a vida eterna? Será que a morte no Novo Testamento é sempre concebida como o "último inimigo" duma maneira diametralmente oposta à do pensamento grego, que vê na morte um amigo? Não escreve Paulo: "Ó morte, onde está o teu aguilhão?" Veremos no final que existe pelo menos uma analogia, mas primeiro salientar as diferenças fundamentais entre os dois conceitos."
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